30 de mar. de 2012

Enjoy the silence...

Hoje é um dia "enjoy the silence". Quando a mente precisa parar pra respirar. Nos últimos dias, semanas até, estou numa correria danada, com a cabeça e a vida cheias de coisas. Nem tenho mais tempo para o básico e, por básico, entenda ficar de papo para o ar, meditar, pensar na vida. Não de uma maneira doentia, pensando em quanto você é péssima e precisa melhorar, mas só deixando a mente esvaziar, aproveitando um silêncio dentro da mente.
A mente é uma máquina de falar asneiras. Precisamos entender isso, definitivamente. Ela repete, repete, repete, ela conta histórias que não interessam mais, ela interpreta tudo errado e quase que invariavelmente, leva tudo pro pessoal. Aquela pessoa não te ligou ou respondeu um email? Ah, ela só pode estar de sacanagem comigo. Aquela coisa que você queria não deu certo? Ah, você é mesmo uma azarada e não merece nada. Acredito que as pessoas de sucesso, e por sucesso não entenda só grana, mas tudo, são as que aprenderam a silenciar a mente.
Osho, meu grande ídolo, tem um livro com este título: aprendendo a silenciar a mente. E uma grande professora que eu tive me falou "meditar no Tibet é fácil, quero ver meditar na Praça da Sé". Ou seja, não interessa onde estejamos, podemos silenciar os pensamentos ruminantes que a mente nos manda e que nos cansa tanto.
Não,não é o seu trabalho que te cansa. Não é a feira, o trânsito, as pessoas ao seu redor, o que te cansa é a sua mente. Ela fala tanto, o tempo todo, e tanta abobrinha, que nos sentimos contaminados. Por isso é bom fazer uma boa rehab de vez em quando, e ficar quietinha, na sua.
Faça um dia de detox da mente. Primeiro, desligue celular, computador, não leia jornal e nem ligue a TV. Só escute o barulho, o buruburinho ao seu redor. Se puder estar só, melhor ainda. Depois começe a perceber seus pensamentos, só percebe-los, sem julgá-los ou entrar neles. Quando entramos nos pensamentos, nossa mente fica contente porque conseguiu o que queria. Não entre, só observe, como se você estivesse vendo um filme sobre seus pensamentos. Eles vão passando por você, passando, passando, e você não se concentra em nenhum, até que você percebe um pequeno ponto de silêncio ali no meio do caminho. Concentre-se neste ponto e descanse o máximo que conseguir. Pode ser que no começo você só consiga descansar 1 minuto. Não tem importancia, porque isso é um treino que precisa ser levado à sério. Assim como você precisa de dieta de vez em quando, de uma limpeza no seu organismo. Assim como, de vez em quando precisamos fazer uma faxina nos armário e no computador, precisamos de uma faxina na mente. Tirar todos os pensamentos que nos intoxicam, e voltar a pensar claramente.
Hoje eu vou fazer isso. É meu dia de detox da mente, de descanso. Mesmo no meio do caos, isso é possível.

"Truth or Dare" by Madonna


E não é que a minha eterna deusa lançou, finalmente, um perfume para chamar de seu? E de meu, claro, porque eu vou querer, precisar, desejar um até que el venha parar na minha prateleira! "Truth or Dare" é a nova fragrância..louquinha para experimentar! Veja o comercial dele, que Madonna soltou hoje no YouTube!

28 de mar. de 2012

Desfile Arthur Caliman Plus Size

Sério, encheu meus olhinho d´água quando eu vi esse desfile. Lembro que, quando eu me formei em 2005, eu queria muito poder usar um vestido dele, mas não tinha! E agora ele lançou uma coleção belíssima e que valoriza demais o corpo da Plus Size! Parabéns ao Arthur Caliman!! E às lindas modelos!!!


27 de mar. de 2012

Moda - Bijoux

Adoro bijoux. São um acessório essencial para qualquer boa produção. No momento, o que está mais em alta são as famosas maxibijoux, ou seja, peças grandes e chamativas, usadas com estampas e tudo mais o que se quiser. Também complementa qualquer produção que pareça mais simples num primeiro momento.
E tem uma loja, numa pequena travessa da Ladeira Porto Geral, na região central de São Paulo, que eu amo!! Lá só vendo atacado ou com um mínimo de R$ 150 no preço de varejo, mas vale cada centavo. Além de bijoux, eles tem bolsas, roupas e até acessórios de casa os mais fofos do universo. É o Espaço ND (não deixe de visitar o segundo andar). Abaixo algumas das minhas últimas aquisições por lá:

Anel de caveirinha que mexe o maxilar

Colar de caveirinha

Pulseira art deco

Bracelete de maxiflores






Espaço ND
www.espacond.com.br
Rua Varnhagen, 30 - Centro (travessa da Ladeira Porto Geral)
(11) 3229-2956

26 de mar. de 2012

Pessoas tóxicas x pessoas nutritivas


Pessoas tóxicas x pessoas nutritivas

Estes termos não são meus, que fique claro. Eu li isso em algum lugar perdido pela internet, não sei mais onde, nem como e nem porque. Mas eles ficaram na minha cabeça e, nos últimos dias, vieram bastante à tona nas minhas conversas com amigos e no meu trabalho com meus pacientes. E aí morre uma cantora americana maravilhosa, que eu particularmente adoro, que começou a se acabar depois de conhecer um homem, casar com ele e se afundar em drogas até a ponta dos cabelos. Witney Houston e sua voz divina, se calaram esta semana, por conta de uma combinação perigosa: baixa autoestima, paixão avassaladora e drogas.
Não vou entrar no mérito da questão. Independente dele, ela que se deixou, até por imaturidade psicológica, envolver com as drogas. E chega um ponto, neste universo, que algumas pessoas simplesmente perdem a capacidade de voltar. Sei que ela lutou contra , que ela tentou se recuperar, que encarou várias reabilitações, mas elas, infelizmente venceram. Não foi overdose, pensam em uma combinação de antidepressivos com álcool, que, num organismo debilitado, são fatais. Como foram. Enfim!
Aí a gente se pergunta: o que pode fazer escolher a pessoa errada, né. De fato, eu acredito muito nisso. Acredito que as pessoas são só as pessoas, em primeiro lugar, e tenho uma fé inabalável nas mudanças que cada um pode promover em si mesmo. Principalmente quando sabe que tem essa capacidade. Mas somos muitas vezes imaturos e arrogantes para perceber as boas ou más intenções dos outros. Ingênuos até, com pouca malícia e muita vontade de amar. A qualquer preço e a qualquer custo.
As pessoas, repito, são o que são. Mas dependendo de nossa maneira de lidar com uma situação, elas nos serão tóxicas ou nutritivas. As pessoas nutritivas são aquelas que estão, na maior parte do tempo, de bem com a vida. Que levam as coisas numa boa, que tentam partilhar com os outros a alegria e a felicidade. Que se defendem sim, mas que mantém a pureza de acreditar no ser humano. Que tem uma coisa muito simples chamada princípios. E por princípios eu quero mesmo dizer berço.
Não estou falando em nascer em berço de ouro, numa família rica, nada disso. Estou falando de um pai e uma mãe (ou qualquer outro tipo de constituição familiar) onde haja respeito pelos outros seres humanos e por si mesmo. Quem não se respeita, não tem condições de respeitar o próximo. É o caso do garotão que saí a 120 por hora com seu carro, bêbado, entra na contramão e mata uma família que vinha de uma festa infantil. Se isso não é falta de respeito por si, não sei o que é. Afinal de contas não está colocando só a vida dos outros em risco, mas a sua própria. Esta é uma pessoa tóxica.
As pessoas tóxicas, para mim, são as sem caráter e sem princípios. Confundem o conceito de se respeitar, de ter limites e de manter um egoísmo saudável, como o mundo girar ao redor do próprio umbigo. São pessoas que gostam de mentir, só pra ver se o outro vai cair mesmo. Pessoas que usam, abusam, exploram. E nem vou entrar no mérito de pessoas que fazem pior (matar, roubar), mas de pessoas que, aqui na cozinha, convivem com a gente no trabalho, nos estudos, nos amores. Pessoas que acham que o outro é igual a uma de suas figurinhas de um álbum, que eu uso, brinco e jogo fora. Pessoas absolutamente sem sentido de nada.
E como eu posso falar que isso depende também de nós? Claro, porque é você quem atrai as pessoas para perto de si mesmo. Lembro-me de uma época de minha vida, há alguns anos, em que atrai uma leva destas pessoas. Só descobri isso anos depois, depois de uma tonelada de mentiras, de enganações, de descaso. Demorou mas a verdade toda apareceu límpida. E eu me culpei, muitos anos, pensando em como eu tinha permitido a entrada daquelas pessoas tóxicas na minha vida. Demorei para me recuperar do choque, demorei pra me reafirmar como pessoa, mas, como a luz sempre vence as trevas, estou aqui, linda e morena, para contar a história, não é mesmo? Isso acontece com as pessoas tóxicas. E isso aconteceu comigo porque, talvez, eu não estivesse numa boa vibração,estivesse tóxica mesmo, ou em condições de enxergar de verdade falta de respeito que eu, na época, considerava coisas normais. Por isso que eu digo que baixa autoestima tem grande parcela de culpa nisso tudo.
Isso acontece muito nos relacionamentos amorosos. Uma pessoa conhece alguém e, a princípio, acredita no que ela diz. Não porque ela seja ingênua, mas porque a pessoa lhe interessou e, sinceramente, não se vê motivo pra mentiras (não nos dias de hoje). As coisas acontecem, as mentiras continuam, mas fingimos que não notamos. Não notamos as pequenas coisas, não damos muita importancia e as pessoas tóxicas vão se espalhando, soltando seus tentáculos ao redor da sua vida, até que um dia, tudo vem à tona. A pessoa não era quem achávamos (ilusão) e nos decepcionamos totalmente. Mais uma decepção para o nosso hall da fama.
Mas como conseguimos identificar isso tudo? Como conseguiremos saber se uma pessoa é tóxica ou nutritiva. Prestando muita, muita atenção. Seja um investigador de si mesmo e do outro, o tempo todo. Saiba que o planeta Terra tem de tudo e que precisamos manter a nossa firmeza, e a nossa energia elevadas para não cair nas tentações de existem por aí.

Características das pessoas tóxicas

1. São extremamente sedutoras. Pessoas tóxicas não tem nada para oferecer, então criam alguma coisa. Criam uma atmosfera de amor e compreensão ao seu redor. Fingem interesse e ajuda nas coisas que você precisa e não medem esforços para buscar seu filho na escola pra você, por exemplo. Cuidado com promessas demais, isso é muito típico de pessoas tóxicas.

2.Pessoas tóxicas mentem. Se você prestar atenção, vai pegar uma sequência de mentiras logo de cara. Elas parecerão muito ingênuas, tolas até, e cada uma que você pegar virá com uma excelente desculpa.

3.Pessoas tóxicas não tem passado. Geralmente já magoaram outra pessoas antes e não costumam ter amigos de longa data. Descofie ainda mais se vier com histórias antigas mal contadas, de que foram enganadas ou passaram por um grande golpe de outras pessoas ou do destino.

4.Pessoas tóxicas te colocam para baixo. Isso é a maior característica delas. São pessoas que dizem “posso ser sincera?” e desabam um rosário de críticas. Ou então, o que é mais comum, fazem pequenas críticas no dia a dia como “nossa, essa roupa está um pouco justa em você” ou “você fica feia quando não usa maquiagem”. Não conseguem geralmente te dar um elogio que seja e, quando ele saí, é sempre obrigado ou porque tem algum interesse.

5.Pessoas tóxicas tentam sempre te usar de alguma maneira. São aquelas que pedem dinheiro emprestado ou o seu cartão de crédito e contam uma história enorme de como elas estão com problemas financeiros que serão solucionados muito em breve (geralmente por um milagre). Ou pedem o seu carro, ou caronas para lugares distantes, ou qualquer coisa que as faça sentir que estão tirando algo de você. Na verdade, isso é uma maneira de testar a sua fidelidade a elas.

6.Pessoas tóxicas ditam o relacionamento, seja ele de que forma for, principalmente os profissionais. Não existe uma troca, uma discussão de como serão as coisas, elas, sutilmente ou não, impõem regras e situações que “não podem ser mudadas”. É aquele homem que diz que está trabalhando demais, então não poderá ver a namorada todos os finais de semana. Ou aquela amiga que diz que não pode pagar o jantar, se você pode quebrar o galho. A situação vira uma armadilha, porque acaba por se repetir muitas e muitas vezes.

7.Pessoas tóxicas não falam da família. E quando falam é para falar mal. São sempre as vítimas incompreendidas de uma família cruel. Preste atenção nisso.

8. Pessoas tóxicas te tratam com falta de respeito. Ficam de ligar e não ligam. Ficam de sair e não saem e depois voltam com a maior cara de lata do mundo, fingindo que nada aconteceu.

9. Pessoa tóxicas, quando colocadas na parede, se fecham. Não gostam de discutir relacionamentos, não gostam de contar o que fizeram . São sempre ocupadas demais, inseguras demais ou malucas demais para poder conversar com você de igual para igual.

10.E o mais importante: pessoas tóxicas só se relacionam com pessoas com problemas de autoestima. Isso porque as que se respeitam já matam na hora essa sequência de absurdos tóxicos e não caem nas mentiras. Por isso elas não interessam para as pessoas tóxicas, que preferem se afastar.

Claro, é preciso ter discernimento. Não e porque uma destas coisas aconteceu com um amigo ou um novo colega de trabalho que a pessoa é necessariamente assim. É possível que você tenha pego a pessoa num mal momento. A diferença é quando isso se repete, começa a ser frequente dentro de algum tipo de relacionamento. Daí que saem as traições (a pessoa não se importa com o que você sente ou pensa), as calúnias, as difamações e toda a sorte (ou azar) de coisas que só te farão mal.
Se você já sente que está num relacionamento destes, pare tudo. Reflita o porquê desta ou destas pessoas na sua vida. Não é porque é sua mãe, seu pai ou seu marido, que as coisas não devam ser mudadas.

Pessoas tóxicas não mudam, quem muda somos nós com relação à elas. Quando começarmos a nos amar, a nos respeitar, não terão espaço de atuação. Das duas uma: ou elas mudam ou se afastam, porque você deixa de ser interessante para elas. Portanto, se este é o seu caso, reflita no que você precisa mudar o seu comportamento e não se apegue aquilo que é ruim, mas familiar. Você pode e merece ser feliz de verdade, não precisa aguentar nada.

Respeito, por si e pelos outros, é bom e eu gosto.

24 de mar. de 2012

Decoração

Ando pesquisando algumas coisas sobre decoração e conseguimos achar coisas incríveis na internet. Para o meu quarto, por exemplo, eu pensei em fazer um tipo de decoração a la Chanel, preto e branco, e colocar um adesivo de manequim, daqueles antigos, na parede. Na verdade, eu sempre quis um manequim mesmo, mas não cabe, então pensei num adesivo. Fiquei pensando que não encontraria isso em lugar nenhum e, voilá, não é que eu achei! Custa R$ 149,00 e tem de várias cores. Amei:

O site para quem também gostou, ou quer pesquisar outros milhões que tem lá é o www.grudado.com.br

Também achei algumas poltronas belissimas, de um design chamado R Valentin. Na verdade, eu já tinha visto uma destas numa loja em Salvador e fiquei apaixonada. E não é que eu encontro na internet e tudo: veja que fantásticas.
Poltrona R Valentin - Keep Calm

Poltrona R Valentin - Nina
Outra coisinha que achei foi este lindo espelho da Tok&Stock. Quero colocá-lo no banheiro do meu consultório e em casa também, como decoração. Não é fofo?




Fala se não é pra se apaixonar???

22 de mar. de 2012

Sobre os 36

Pré-aniversário. Coisa estranha que é fazer aniversário! Você se sente exatamente como antes, mas eles começam a contar um ano a mais nos seus documentos. Um ano a mais se você sair na Revista Caras, um ano a mais de vida...um ano a menos para a sua morte. Não deixa de ser isso. A vida é o caminho entre o dia que nascemos e o dia em que morremos. Isso pode demorar muitos anos (como meu avô, que morreu aos 96), alguns bons anos (como a minha avó que morreu aos 64), poucos anos (como um tio que morreu aos 33), menos ainda (como a minha cadela Meg que morreu aos 13). Se for ver, já perdi um monte de gente no caminho. E aqui estou citando só os mortos fisicamente, tem os que morreram pra mim, os que sumiram, aqueles que eu nem nunca  mais vou me lembrar. Você já teve uma sensação engraçada, quando alguém conta alguma coisa na qual você estava junto e você não se lembra? Eu fiz isso? Não, você deve ter me confundindo! Confesso que nunca tive lá a memória muito boa. Outro dia a minha irmã virou pra mim e falou "..sabe aquela vez que você dançou com o Bruno no bailinho do prédio?" E eu: ah? Eu nunca dançei com o Bruno no bailinho do prédio...achei engraçado porque eu só me lembrava que o Fábio, que para mim era deveras interessante, não me tirou para dançar! E quando alguém conta alguma coisa, na hora você se lembra e pensa "eu nunca mais me lembraria disso se você não falasse". Pois é, são coisas que só acontecem depois dos 30 anos de vida mesmo.
Não posso reclamar dos meus 36 anos de existência, até que eu aproveitei (e aproveito) muito bem. Só melhorou de lá para cá. Acho que sou mais bonita hoje do que aos 20 anos. Esse lance de autoestima nunca foi algo muito bem resolvido para mim, demorou, então hoje eu vejo uma beleza que, apesar de até estar lá 16 anos atrás, eu não enxergava. Hoje eu tenho muitas coisas: alguma experiência amorosa, duas faculdades feitas, alguns anos de profissão. Meus pais, uma sobrinha linda e duas irmãs. Muitos, muitos, muitos amigos mesmo, disso eu também não posso reclamar. Alguns estão comigo até hoje. Alguns eu vejo só de vez em quando, alguns eu nunca mais vi mas, sabe, lá no fundo, ainda gosto deles! Tenho muitas experiências de viagens, de lugares legais que eu conheci, de momentos maravilhosos. Tenho coisas, fisicas mesmo, que eu adoro. Tenho uma boa voz pro karaokê, uma boa mão para cozinha e para escrever..enfim, a minha lista de coisas boas ainda é maior do que a de coisas ruins, apesar da segunda sempre me preocupar mais e chamar mais a minha atenção. Errado, Andrea, não se faz isso. Mas eu faço ainda.
Penso que eu ainda tenho bens uns 40 anos pela frente, pelo menos, para consertar algumas coisas. Para modificar algumas coisas que não consegui nos 36 primeiros anos. Ainda preciso, de vez, fazer as pazes com o meu peso e com a minha conta bancária. Ainda preciso descobrir como publicar meu livro, ver minha sobrinha crescer (feliz e saudável sempre), ir ao casamento de amigas queridas e ver os bebês delas nascendo. Assistir uma pá de por de sol muito bem acompanhada. Ou só também, sem problemas. Ainda preciso conhecer a Espanha (todo mundo conhece, menos eu), perder o medo de avião e de tempestade e de engasgar com qualquer coisa. Aprender a controlar açúcar, leite, gorduras e todas as porcarias que ando comendo. Aprender a me amar muito e mais e sempre, e não lidar com os problemas como tragédias anunciadas. Ainda tenho um longo caminho na Terra, disso eu sei. Ainda tenho boas e más notícias, bons e maus aprendizados. Ainda tenho tempo para ter extra-sístoles, crises de pânico e diarréias, mas também tenho tempo para curar isso tudo. Curar, de dentro para fora, de fora para dentro. Curar o que eu sinto de mal, fazer com que tudo me pareca mais normal.
Ainda preciso muito...mas fazendo esta retrospectiva, parece que consigo angariar as forças necessárias. Vencer o cansaço de uma fibromialgia insistente, olhar para cima e avante. Perceber que pequenas coisas são, muitas vezes, mais importantes do que as grandes. Perceber que a vida não tem tantas regras como pensamos, pensar fora da caixa...ou nem pensar. Simplesmente sentir o que eu sinto por mais errado que isso pareça. Sentir pode ser dolorido quando entra a cabeça..mas fazer o que? Se a vida é uma escola, eu sei, sou uma excelente aluna. E feliz mais 40, 50, 60 anos da minha vida!!!

17 de mar. de 2012

Sobre a Cura Espiritual

Recebi esta entrevista por email, da minha querida professora Maria Aparecida (www.mediunidade.com) e resolvi colocá-la aqui porque achei deveras interessante. Espero que gostem!

Entrevista psicóloga Cleide M. Canhadas
publicado em 31/março/2011 por Neri Alves Quadrado



Transcrição entrevista da psicóloga Cleide Martins Canhadas para a revista PLANETA que obteve um mestrado em ciência da religião defendendo na PUC-SP, uma tese sobre cura espiritual.). Na entrevista a seguir, ela mostra o resultado das suas pesquisas.

A BUSCA DA CURA ESPIRITUAL

PLANETA – No final do ano passado você publicou o livro “A eterna busca da cura” (Boa Nova Editora), a qual teve como tese que defendeu na PUC-SP em 1999. O que a levou a estudar essa tese?

CLEIDE:- Foi uma questão pessoal. Eu tive um tumor renal que foi considerado maligno e, por causa disso, perdi o rim esquerdo. Quando o médico me deu o diagnóstico e me disse que o tumor tinha dois anos, eu imediatamente o relacionei a uma situação de estresse emocional forte que havia vivido. Diante desse fato, eu me perguntei como a gente pode causar isso ao próprio organismo e resolvi procurar uma terapia. Eu já era espírita há muitos anos e achei que só poderia ser ajudada por alguém que compreendesse o espiritismo. Procurei, então, a terapeuta Julika Kiskos que eu já tinha visto fazendo palestras, e comecei uma terapia com ela. A Julika me recomendou que eu lesse um livro do doutor Lawrence de Shan, ‘O CÂNCER COMO PONTO DE MUTAÇÃO (Sunways Editorial) o qual realmente transformou a minha compreensão da doença. Eu entendi por que aquilo tinha acontecido comigo e o que ocorria com as pessoas, de modo geral, em termos de doenças psicossomáticas. Como na PUC eu tinha conhecimento do programa ciências da religião, eu pensei: “Está aí uma questão que deve ser estudada de uma forma mais disciplinada, sem que isso seja visto como fantástico, maravilhoso, mas que se entenda o que está por trás de um acontecimento como esse. “Ao mesmo tempo, eu comecei a freqüentar o Grupo Noel. E, tanto lá como em outros locais, eu já percebia que muitas pessoas buscavam ajuda para seus problemas de saúde nos centros espíritas.



PLANETA – Isso refletiria uma falta de confiança na medicina moderna?

CLEIDE – Essa era a minha indagação. Com uma tecnologia tão avançada, será que a medicina não consegue fazer um diagnóstico do problema da pessoa? Então, na tentativa de entender isso, fui fazendo questionários para os freqüentadores do Grupo Noel. Mas percebi que os diagnósticos são perfeitos, os médicos são capazes de diagnosticar com muito acerto os problemas de saúde. A dificuldade está no tratamento, na forma como eles encaram a doença. A maioria, pelo menos, ainda a vê como uma questão meramente física e fisiológica, tratando não do doente, mas da doença, desconectada da história de vida da pessoa. Esse sistema é que não dá mais conta. Eu percebi que as pessoas buscavam muito mais do que um alívio para sua dor de cabeça; elas queriam entender o porquê daquela dor, queriam saber o que estava acontecendo com elas. Assim, fui descobrindo, lendo Jung…


PLANETA – Você chegou a fazer psicologia?

CLEIDE – Eu sou pedagoga e fiz pós-graduação em psicologia social. Sempre gostei da psicologia de grupo e tive a chance de conhecer Pichon Rivieri, um psicanalista argentino que tratava muito de grupos operativos e via a doença como “bode expiatório”. Segundo ele, uma doença aparece na família como expressão do problema do grupo. Assim, uma pessoa doente não pode ser tratada isoladamente de suas questões familiares porque expressa algo que não vai bem. Isso eu fui associando a Jung, aos trabalhos do dr. Le Shuan. Que por mais de 40 anos fez pesquisas com doentes terminais… Ele foi identificando que a maioria dos casos de câncer, 78% tinha início a partir de uma questão emocional de forte estresse. Para a maioria das mulheres, isso ocorre a partir de uma perda efetiva, do companheiro, ou dos filhos que crescem, vão embora e não precisam mais da mãe. Para o homem, o câncer está associado à perda de potência – perda do emprego, da capacidade sexual. Em geral, o câncer da próstata está ligado à época da aposentadoria.

Ao mesmo tempo, eu me perguntava por que os centros espíritas, as igrejas, mesmo as evangélicas e as carismáticas, apresentam uma forte procura. Eu fui, então, buscar ajuda em ciências da religião. Se é a religião que de alguma forma ajuda o homem nessa situação, o que ela oferece? Segundo Henrique Vaz, filósofo e teólogo católico, a religião dá um sentido para a sua existência. Na medida em que redescobre esse sentido, que tem uma explicação, mesmo momentânea, a pessoa se prende a alguma coisa e readquire esperança.




PLANETA – Jung pedia aos pacientes que voltassem aos seus cultos de origem…

CLEIDE – Exatamente, que voltassem a fazer alguma coisa que lhes desse prazer, inclusive, algo que fizesse sentido para eles. Quando a pessoa volta, descobre que deixou de fazer muitas coisas por obrigação, por contingências; para a sua sobrevivência, acabou abrindo mão de muitas coisas que lhe davam prazer e satisfação.



PLANETA – Toda a sua pesquisa foi feita no Grupo Noel. Qual foi a porcentagem de cura que você encontrou entre os freqüentadores do centro?

CLEIDE – Cerca de 87% das pessoas me diziam que tinham encontrado algum tipo de melhora no tratamento espiritual. Então, eu pedi para dimensionarem de quanto era essa melhora – uma melhora definitiva, por pouco tempo ou a cura total da doença. Mais de 70% das pessoas tiveram grande melhora e a cura definitiva do problema. Procurei verificar também quais fatores, no entendimento delas, levaram a essa melhora. São vários os fatores que interferem, como a Fé.



PLANETA – Esse seria o principal fator?

CLEIDE – As pessoas dizem que sim. Mas os pesquisadores, que trabalham até com plantas e animais, questionam isso. Na verdade, eles afirmam que a cura é possível mesmo que a pessoa tenha fé, mas o curador, o médium que transmite energia, e as pessoas que estão à volta do doente tenham fé –no sentido de uma autoconfiança e uma forte concentração de energia – .


PLANETA – Isso mostra a necessidade de se ter um grupo harmônico de passistas trabalhando...

CLEIDE – Sim, é preciso que estejam todos concentrados num mesmo ponto, num mesmo ideal. Quando o dirigente pede para os médiuns mentalizarem uma determinada cor que é benéfica para aquele órgão – como acontece no Grupo Noel – e todos conseguem fazê-lo. A energia é canalizada, ela não fica esparsa. Se, ao contrário, cada um pensar numa cor e num órgão diferentes, ou se preocupar com o semblante do assistido, a energia se dispersa.

Curiosamente, a gente conversa com pessoas que vão procurar, ajuda num centro espírita e elas dizem: “Vim aqui porque a minha amiga me trouxe. Eu mesma não tenho força nem mais esperança. “Mas a amiga tem. Ou seja, quando se sente pertencendo a um grupo, sabe que tem mais gente que se solidariza com ela, de alguma forma a pessoa relaxa, distensiona aqueles canais que estavam bloqueados…



PLANETA – Nesse caso é muito importante que o grupo dê um substrato teórico a respeito daquele tipo de espiritualidade. No caso do Grupo de Noel, é o Kardecismo…

CLEIDE – Eu acredito muito nisso. Creio que as palestras, a literatura espírita, que tem um corpo teórico bem fundamentado e justifica aquele tipo de trabalho, são muito importantes. O espiritismo mostra em que momento a pessoa tem de fazer a sua parte, a sua reforma íntima, e ela começa a tomar conta da própria vida e a se conduzir dentro de outra perspectiva.



PLANETA – No caso da reforma íntima, ela começa a pensar sobre a sua maneira de agir, sentir, se tem muita mágoa, raiva …

CLEIDE – Ela vai descobrir que tem dor de cabeça toda vez que se depara com uma determinada pessoa, por exemplo, e começa a se perguntar o que gerou aquela situação. A partir daí, pode reformular a sua relação com o outro.

Esse tipo de ajuda, a literatura espírita tem para oferecer. São romances, histórias com explicações científicas, etc. Ao ler André Luiz, a pessoa vai compreender a questão encarnatória, o que veio fazer aqui – tudo isso vai lhe dando uma outra dimensão da vida. O que não acontece se ela se submeter a uma cirurgia espiritual, mediúnica. Por exemplo, alguém tira um tumor e fica bem fisicamente. Mas, se não tiver transformação a partir dessa experiência, terá outros tumores, outras doenças. Porque foi tirado o efeito e não a causa da doença, o que levou o indivíduo a ter aquele tipo de moléstia. A doença existe associada à sua história, ao seu passado, e tem como propósito ajudá-lo a enxergar coisas que ele não está vendo. Ela vem para chamar a atenção sobre o seu modo de vida.




PLANETA – O que diferencia o indivíduo que consegue se curar daquele que não consegue ? Muitas pessoas se curam de um câncer e outras não se livram de uma doença mais simples…

CLEIDE – O próprio Kardec perguntou isso para os espíritos. E eles responderam que, se ainda for necessário que a pessoa sofra mais para que possa se conhecer melhor, para que tenha outras experiências de amadurecimento espiritual, então ela não se livrará tão facilmente dessas questões.

Você vê pessoas passando por experiências incríveis e pergunta: “Isso não mexeu com você?” E a pessoa responde: “Não, não aconteceu nada dentro de mim.” Mas há outras que, por muito menos. Se transformam totalmente. Creio que é um problema de condição espiritual e o que aquela situação vai trazer para a pessoa.



PLANETA – Você nos contou que teve câncer de rim e conseguiu se curar. O seu filho, que tinha apenas 23 anos, teve câncer de abdomem e morreu. Na sua opinião, por que você conseguiu e ele não?

CLEIDE – O meu tumor tinha apenas dois anos e se manifestou. O médico disse que isso é raríssimo. Eu apresentei sintomas que me levaram a procurar ajuda médica – tive hemorragia na urina. Se eu não tivesse ido em busca de entender esses sintomas e, a partir daí, buscado compreender o que estava fazendo com as minhas emoções, com as minhas questões existenciais mais profundas e não tivesse me transformado, o tumor poderia ter reaparecido. Porque havia uma grande probabilidade dele voltar na bexiga, onde estava se iniciando. Durante seis anos fiquei fazendo acompanhamento. Só depois disso o médico disse: “Agora você está curada.” O que eu fiz nesse tempo?

Busquei uma compreensão psicológica para isso, uma mudança no meu modo de lidar com os problemas. Eu percebi que o rim era o meu órgão de choque, das emoções. Fiz terapia, fiz tratamento espiritual, fui estudar.

No caso do meu filho, quando obtivemos o diagnóstico, ele já estava com o abdomem totalmente tomado. Por que ele não teve um sinal? Por que não teve a chance que eu tive? Foi aí que eu descobri uma coisa muito importante: a cura não é necessariamente a cura do corpo. E a cura espiritual não é espiritual só porque é feita por espíritos. Ela tem esse nome porque é uma cura do espírito. E, eu garanto para você, ele se curou.

Eu tive essa certeza vendo a transformação pela qual o meu filho passou. Foram nove meses de uma busca muito intensa. Ele era uma pessoa extremamente rígida, tanto que passou quatro meses com dor e não deixava de tomar homeopatia. Ele também se recusava a fazer qualquer exame. Por fim, teve que pedir morfina. Ele era uma pessoa extremamente independente, e acabou precisando de ajuda para se vestir, para andar, etc. Então, calcule o quanto esse espírito não foi trabalhado.

No dia do lançamento do meu livro. Eu recebi uma mensagem dele maravilhosa, psicografada pelo dono da Sociedade Espírita Boa Nova, o Francisco do Espírito Santo. Ele me disse que, naquele momento, ainda não podia falar sobre as causas da doença, mas que estava definitivamente curado.

 


PLANETA – Entre as pessoas que entrevistou no Grupo Noel, havia seguidores de várias religiões, católicos, judeus, e até ateus. Como você explica isso?

CLEIDE –Esse é um fenômeno do homem brasileiro, muito característico da nossa cultura. Pela formação pluralista, o Brasil favorece essa convivência de muitas religiões sem o fanatismo religioso intenso de algumas sociedades. Então você se permite transitar de uma casa para outra, sem os problemas culturais que outras sociedades sofrem. Ainda na infância, você senta no banco escolar e encontra coleguinhas de outras religiões e já ouve o outro dizer como é que ele reza. Assim cria menos preconceitos e menos barreiras para receber esse tipo de ajuda espiritual.

Eu tive muita sorte na vida, sempre digo isso. Meu pai era protestante e minha mãe católica. Eu adorava ir Igreja católica por causa do ritual da missa, da comunhão dos mistérios… E adorava ir à escola dominical para aprender a ler a Bíblia. Depois, fui para a universidade e, como todo bom universitário na época da repressão, me tornei marxista. Aí passei a questionar tudo. Com o tempo, casei, vieram os filhos e, com eles, uma série de indagações. Meu filho mais novo, por exemplo, estudava na creche aqui da PUC e um amiguinho morreu. Ele então me perguntou: “Mãe, o que acontece quando a gente morre?” Isso me pegou desprevenida. Eu disse que não sabia. “mas eu sei”, afirmou ele. “O pensamento vira anjo e vai para o céu.” Fui conversar com a professora dele e ela me contou que meu filho havia dito a mesma coisa para todos os coleguinhas. Isso me fez parar para pensar de novo.

Por outro lado, comecei a procurar uma forma de ajudar um sobrinho excepcional. Todos os professores aqui da PUC que eu procurava, os quais eu reputava como pessoas muito inteligentes, diziam para eu levá-lo a um centro ou a um médico espírita. “Mas vocês acreditam nisso?”, eu questionava. E eles diziam: “Claro, a medicina e a psiquiatria não sabem nada”. Assim fui procurar uma explicação no meio espírita.




PLANETA – Quando resolveu defender uma tese sobre cura espiritual, você não sofreu nenhum tipo de preconceito por parte dos seus professores e colegas?”

CLEIDE – A maioria das pessoas que vêm à PUC fazer ciência da religião é católica, e no meu grupo havia muitas freiras. Eu tive um apoio tremendo de dois professores, dois teólogos católicos – um ex-padre jesuíta e outro que não chegou a ser padre. Na minha banca examinadora da tese havia um padre, que me falou que nunca tinha lido nada de Kardec. O que me espanta é isto: se vêm para um ambiente acadêmico, as pessoas só tem acesso a informações da academia. Se estão num centro espírita é a mesma coisa: tem acesso à literatura espírita de uma forma muito enfatizada. E eu estava no meio disso, querendo entender essa realidade à luz da academia. Na verdade, a postura teórica dos professores era de muito respeito. Eles encaram o Kardecismo como uma filosofia e, enquanto filosofia, eles o aceitam. Assim, me deram total apoio.

De colegas de curso, porém, eu percebi uma certa dificuldade. 


14 de mar. de 2012

A única constância é a mudança

E cá estou eu. Signo de Áries do primeiro decanato. Número 5 de nascimento. Signo chinês de Dragão de Fogo. Filha de Iansã. Fogo, com fogo, com fogo, com fogo. Descobri por estes dias que 2012 é o ano do Dragão. E que na China as pessoas planejam seus rebentos para nascerem neste ano porque serão pessoas de sucesso, de pioneirismo. E ainda nasci, praticamente, numa rua chamada Argonautas. Local onde, praticamente, trabalho hoje.
E aí você me pergunta: mas porque tantas coincidências? E eu respondo, coincidências não, meu caro, sincronicidades. Porque eu devo ser mesmo uma pessoa que precisa ser pioneira. Precisa começar as coisas antes e não pode parar. Não pode ter um descanso, não pode formar lodo no fundo da lagoa. Para mim, a única certeza é a mudança.
E estou eu aqui às voltas com as mudanças novamente. Altamente ansiosa pela série de acontecimentos que se desenrolaram em menos de 3 meses de 2012. Há menos de 20 dias de completar 36 anos (eu sei, sou conservada e modesta)! Às vésperas de mudar de casa, pela décima vez na minha vida. Mas agora é diferente.
Terei, pela primeira vez, a minha própria casa. Até hoje morei com meus pais, não porque quisesse muito, mas por falta de opções financeiras. Fiz inúmeros cursos, viajei, realizei coisas que só se realizam com ajuda de outras pessoas. Só, no Brasil, formada em psicologia, seria bem complicado. E passei muito tempo esperando o dia em que teria o meu próprio teto.
Minha casa é pequena ainda. Um apartamento,porque moro em apartamentos desde os 11 anos de idade, e porque foi o que deu pra fazer. Vejo-me às voltas com cores de decoração, com tipos diferentes de geladeira, com pequenos detalhes e prazeres que, até então, não precisei me preocupar. Fiz um mundo a meu redor na casa dos meus pais, meu quarto, um lugar muito pequeno para as coleções que, aos 36 anos, todos nós já possuímos. Coleções de romances rompidos, coleções de deprês, coleções de conquistas. Coleções de roupas, de autoestima, de maquiagem. Coleções de ideias que mudaram, e que voltaram ao começo. Começava a achar que este seria o meu destino, um armário onde cabia uma cama, e vi que não.
Assusta. Eu confesso, assusta um pouco. Apesar de ser uma coisa que eu sempre quis, não estou saindo com um marido carinhoso e uma nova vida pela frente. Estou saindo com a cara, a coragem e alguns poucos bens acumulados. Levo na bagagem só o que eu aprendi, algumas roupas sem grife, uma cafeiteira quebrada, uma máquina de pão esquecida e um pouco do meu eterno medo. Personalidade organizada, crítica, responsável e ansiosa. Uma coleção razoável de anéis e livros, dois vasos de flores, três porta-retratos (um tem a minha foto e os outros dois da Malu, minha sobrinha), algumas toalhinhas que herdei de uma avó e um anel vintage que herdei da outra. E um monte, um monte de sonhos na cabeça.
Sempre que alcançamos algo, outros sonhos nos aparecem.Eu nunca sonhei em me casar, em ter filhos. Nunca pensei em viajar pelo mundo com uma mochila nas costas e nem em fazer cinema (mentira, eu cheguei a prestar cinema na USP há alguns anos atrás) mas ter a minha casa, o meu canto, ah, isso eu sempre sonhei. Fiquei pensando que talvez eu possa ser mais eu longe daqui. Possa ser uma Andrea mais calma, mais arrumada, mais relaxada. Uma Andrea que não teme que a mãe passe na porta do quarto e peça qualquer coisa. Uma Andrea que pode receber as pessoas que ama. Não tenho ilusões de que não vou sair da balada porque, né, nunca tive problemas com isso aqui com meus pais. Sempre pude fazer tudo o que quisesse, sem problemas (menos dormir fora com o namorado se eles estivessem aqui, a não ser que fosse um namoro longo), mas sempre respeitei regras que eu não fiz. Sempre tentei organizar o inorganizável, haja visto que nasci de uma mãe e pai aquarianos, que não sabem nem onde largaram a própria cabeça. Enfim, acho que poderei me encaixar melhor num mundo que seja meu, o meu pequeno e organizado mundo, onde tudo parecerá perfeito.
Sim, expectativas, eu sei. Não será perfeito. Ganharei uma lista interminável de novas responsabilidades. Uma conta no banco mais magrinha, uma série de novos objetos de desejo. Um ou dois carnês das Casas Bahia e adjacências. Ganhei duas coisas  hoje: a geladeira Brastemp Inverse (achei a ideia de colocar o freezer embaixo maravilhosa) e um microondas da mesma linha. Mas o que eu realmente preciso, eu sei que eu tenho: eu mesma. Feliz é pouco. Assustada, talvez. Realizada, com certeza.

13 de mar. de 2012

Chocolate Skull

Já pensou comer essa caveira daí? É toda de chocolate. #medo
Se as grandes lojas de departamento já estão montando aqueles corredores cheios de ovos de páscoa, RG também quer adiantar a data para você.  Nas andanças pela web, encontramos Marina Malvada (olha o nome…), uma quituteira especialista em fazer doces em formado de crânio. Sim, é mórbido, mas vai me dizer que não chega a ser divertido? As réplicas são em tamanhos reais, todas feitas com chocolate amargo e outro que ela intitula como “bone”, que vem a ser mais clarinho.  Se você se interessou, aventure-se indo ao site da moça . O preço não é dos mais populares: custam US$200. Ui!

Fonte:  http://siterg.ig.com.br/news/2012/03/11/pascoa-skull/


12 de mar. de 2012

Expectativas irreais

Sim, o título deste texto é um pleonasmo, ou seja, uma coisa que não precisava ser repetida, porque já se espera que o significado seja aquele. Expectativas são necessariamente irreais, posto que não existem ainda. Então, é isso.
O que é esperar? Eu sempre fui muito, muito boa nisso. Sempre esperei demais dos outros. Principalmente dos outros, de mim eu nunca esperei muita coisa, ou seja, estou completamente na contramão da história. Se o correto é esperamos mais de nós, que temos a capacidade de fazer por nós mesmos, e nada do outro, porque ele só faz se quiser. Quando quiser. E como quiser.
Mas fui assim desde criancinha. Quando era bem pequena esperava que meus pais fossem eternamente amorosos, que nunca tivessem problemas. Esperei pela minha mãe no meu aniversário de 2 anos. Ela não foi à festinha porque estava na maternidade, para ter a minha irmã. Esperei que minha irmãzinha chegasse e fôssemos felizes para sempre, mas eu nem podia chegar perto do bebezinho, muito pequeno e frágil. Esperei ela crescer. Mas aí eu não tinha tempo porque tinha que ir para escola enquanto ela ficava com a minha mãe. Então esperei ela crescer e ir para escola. Mas aí ela estava duas séries abaixo e não poderíamos brincar juntas. Então esperei...esperei..esperei..
Expectativas irreais. Sempre esperando que o fora, que o outro te dê algo do qual você precisa. Isso é não aceitar a realidade e  não estar no "aqui e agora" não é mesmo? Mas porque será que eu e a população toda faz isso? Ah, porque geralmente o momento presente está perdido. Porque estamos muito preocupados em manter as nossas fantasias, sonhando com coisas que possivelmente não vão acontecer. É como ter duas metas contraditórias, para um mesmo ano, por exemplo. "Quero comprar uma casa e mobiliar todinha e guardar 10 mil reais para uma viagem". A não ser que você ganhe muito, muito bem, isso será impossível. Primeiro você compra a casa. Depois você mobilia. E só depois vai conseguir guardar os tais 10 mil, se tiver sorte. Ou aquele que ouvi de uma amiga querida estes dias "Quero emagrecer e engravidar". Então, vai precisar pelo menos escolher um deles! Porque se você engravidar, vai ter que focar nisso e não em uma dieta. Pode até se controlar, escolher melhor sua alimentação mas não viasando perder peso, né? Mas isso é tão comum. Esperar do outro, e da vida, o que ele não pode nos dar.
Família, por exemplo. Esperamos sempre que eles sejam diferentes. Que eles nos apoiem incondicionalmente, pelo menos entrem nos nossos quartos e peguntem como estamos, como foi o nosso dia. E não fiquem lá longe, deixando você numa torre de marfim,às vezes bem, às vezes mal. Nunca esperamos pela solidão, mas um dia ela bate na nossa porta tão forte, que derruba tudo. Nunca esperamos que nossos filhos vão embora, de qualquer maneira, mas eles um dia vão. Nunca esperamos o mal, o ruim, e nem devemos, é bem verdade, mas a realidade, o que é real, não é o que está dentro das nossas cabeças.
Hoje me vejo às voltas com isso. Com a expectativas de que "os outros" pudesse me dar algum apoio. Estou me sentindo sozinha, sem apoio nenhum e o pior, eu sei que esse apoio não está em ninguém senão em mim mesma. Mas às vezes, só às vezes, dá uma vontade de ter um colinho, um "vai ficar tudo bem, você vai ver". Às vezes só precisamos ouvir isso para nos sentirmos melhores. Sentirmos que tem pessoas que torcem de verdade pela gente, que nos apoiarão mesmo que você faça a pior merda da sua vida! Mesmo assim vai ter alguém lá por você! Será? Só tenho certeza de uma coisa: você estará lá com você. Eu estarei lá comigo. E isso ninguém tira de ninguém. Mesmo nas piores condições, ainda assim nós sempre temos a nós mesmos na eternidade.
Expecativas, portanto, são sempre irreais.

10 de mar. de 2012

As flores de plástico não morrem...



Supresas que a vida no campo nos proporciona..mesmo que seja um mini-jardim nos fundos do consultório! Ah alguns meses a minha irmã cismou de colocar uma velha orquídea sem flores no tronco de uma pequena árvore. Este dias eu fui ver e ela está carregadinha de flores! Algumas já nasceram, algumas são ainda botões fofos! Uma linda e agradavél surpresa..e eu nem ganhei de ninguém, ganhei da mãe-natureza!!!

9 de mar. de 2012

Esmalte do dia


Queria alguma coisa diferente e pensei neste glitter (Déborah Lippmam dourado) no Azul Jeans da Colorama. Acho que ficou bem legal! A manicure não está um espetáculo, porque não é o meu forte, mas acho até que eu pinto direitinho!..os dedinhos fofoletes são os meus mesmo!!! rs


8 de mar. de 2012

O saco de ser mulher

Hoje é dia da mulher! Grande porcaria! Se eu pudesse escolher, acho que eu nasceria homem. Fizeram um dia pra gente justamente pra ver se a gente se motiva! É como ter o funcionário do mês na empresa e tudo mais, é quase a mesma coisa.
Acho um saco o povo falando..ai que lindo que é ser mulher! Ai que lindo que é dar a luz! Oi? Minha faxineira, que faltou hoje e por isso eu posso até falar mal, apesar de não ser o caso, teve trigêmeas, aos 39 anos de parto normal! Foram 22 horas de trabalho de parto, em hospital público. Uma delas nasceu morta (natimorta) e as outras duas nasceram com problemas de coração. Uma delas, quase morreu também. E ela acha essa história linda!
É, deve ser linda, porque tem que ter alguma vantagem! O que nós ganhamos desde a revolução feminina foi mais trabalho. Ganhamos, além de uma casa para arrumar (porque, né, faxineira nunca aparece), filhos para criar e bunda para malhar, um emprego. Uma carreira que tem que ser bem sucedida e bem remunerada. Ou seja, precisa de atenção, muita atenção. Mas não dá pra dar atenção com trigêmeas chorando na sua orelha e querendo comer, mamar, fazer coco e xixi! Não tem condição.
Eu não condeno o feminismo. E nem acho que ainda deveríamos ter maridos escolhidos pelos pais, apesar de, em alguns casos isso sim acontecer. Ou você tem coragem mesmo de casar com um vagabundo que a sua família abomina? Até tem umas que tem essa coragem, mas é a minoria (e eu bem sei do que estou falando). Acho ótimo termos a chance de usa mini-saia. Mas aí, vem a nega que eu vi no shopping ontem e coloca um tapa-sexo que mal cobre a polpa da bunda e não, ela não malhou o traseiro. Traseiro caído, com um tecido mole e desbotado em cima, chamando atenção de todo mundo, numa atitude que deixaria Leila Diniz de queixo caído. Não porque nós temos o direito, mas porque isso é se desrespeitar!
Mulher é um bicho perdido, que nem ser humano. Não sabemos mais o que queremos, então queremos tudo. Precisamos ter tudo para sermos felizes, será? Quer me ver feliz é quando eu chego em casa à noite, tomo um banhão e deito na minha cama com um pacote de salgadinhos (Pringles light de cebola e creme). Menina, tem alegria maior? Saber que vai passar "Mulheres Ricas", que vivem de verdade, claro, e que você poderá comer o seu salgadinho sem nenhum marido ficar enchendo o seu saco do lado? Que glória!! Saber que aquele minuto que você descansa cada osso cansado de seu corpo roliço foi a mellhor parte do dia? Ai que glória! Que ótimo isso! Que maravilha!
Fico pensando em quem não tem essa chance e, sério, morro de pena. Porque chegar em casa e ainda ter que lavar, passar, cozinhar (normal), cuidar de filhos e mimar maridos brasileiros e folgados, ai Jesus!
Sim porque homem brasileiro é 80% folgado e machista! Sim, nós também somos machistas, mas é um machismo invejoso, como quando condenamos a Renatinha (do BBB12) por dar para 3 dentro da casa. Inveja pura, eu sei! O homem não, ele ainda condena. Ainda acha que existe obrigação de mulher e de homem. Ainda temos um telejornal com notícias do futebol o dia todo (cada pequeno jornal tem uma notícia dessa porcaria que pouco interessa à maioria das mulheres). Hoje, dia da mulher, eles mostraram o resultado entre um clássico : Cruzeiro e Rio Branco!!! Oi?? E desde de quando isso me interessa! Um jogo que aconteceu lá norte, norte, norte do Brasil e que não muda a minha vida em nada!
E as notícias sobre emagrecimento! Ai que injôo! Deus me livre! Oléo de coco, farinha de maracujá, óleo de linhaça, tudo para você ficar magra o suficiente para um homem te querer! Dá no Globo Reporter e, no outro dia, está aquela fila de mulher na porta do hortifruti ou da loja de produtos naturais. Eu acho que o "Mundo Verde" patrocina o Globo Reporter, tenho certeza disso! Não é possível! E o povo ainda quer comemorar???
E ainda tem as doenças que só dão nas mulheres, as enxaquecas, a TPM, a fibromialgia! Ainda tem útero, ovários, ponto G! Ainda tem homem dizendo que se separou porque a mulher é frígida! Ainda tem amantes sem autoestima e senhores de firma estirpe que preferem mesmo os meninos!
Ai meu Deus! E o que tem mesmo para comemorar? Que tal a liberdade? Que tal ser você mesma? Que tal passar um dia inteiro sendo muito, muito sincera sobre tudo o que enche o seu saco feminino! Sim, porque nós temos um saco, gigante, senão não teria como aguentar tudo isso. Então, que lindo dia de um mulher cansada, enfeiada e invejosa e sem nenhuma rosinha pra ganhar. Ai que inveja da Val Marchiori! Ai que inveja da Paris Hilton! Ai que loucura!!!
E não me venham com uma rosinha no celofane e uma sacolinha do Boticário que eu te mato! Mato mesmo, com requintes de crueldade! Juro por Deus!!!

P.S. Não, eu não estou com TPM! Não me venha com essa conversinha mais velha e mais machista que a minha avó alemã!!!!




6 de mar. de 2012

Aproveitando melhor o seu tempo

Eu fui para a minha aula de dança, biofluxo, e sempre entro lá na livraria do espaço. E um livro me chamou a atenção e eu comprei. No outro dia, pela manhã. liguei na Ana Maria Braga e tinha uma entrevista com quem? Com o autor do livro. Isso porque não é um lançamento, é só uma edição nova e diferente. Achei interessante e decidi que seria legal compartilhar isso com vocês.


Neste livro, Christian Barbosa oferece uma possível solução para quem deseja uma vida mais equilibrada, voltada para a realização dos seus sonhos. Com base em uma pesquisa realizada com mais de 42 mil pessoas em todo o mundo, ele apresenta um método de planejamento pessoal que pode ajudar o leitor a organizar sua vida e se tornar mais produtivo. A partir do conceito de que o tempo se divide em três esferas - importante, urgente e circunstancial -, o autor ensina como equilibrá-las para melhorar o desempenho e como agir caso se esteja desperdiçando energia demais na esfera errada. A obra traz ferramentas que podem ser colocadas em prática tanto por quem utiliza agendas convencionais quanto por quem prefere soluções tecnológicas.

Para quem quiser conhecer mais sobre o autor é só acessar : www.cristianbarbosa.com.br 

5 de mar. de 2012

Quero ser Marilyn Monroe

Quero ser Marilyn Monroe! é a maior e mais completa exposição que retrata o brilho ofuscante da atriz e sex symbol do cinema americano através da arte de Andy Warhol, Peter Blake, Henri Cartier-Bresson, Cecil Beaton, Ernst Haas e outros grandes artistas.

Uma exposição diversificada que captura, através de 125 objetos de mais de 50 artistas, a ascensão da Diva ao estrelato e as facetas de uma Marilyn carismática, pela ótica da fotografia de moda e seus momentos hollywoodianos, e também faz uma releitura profunda da frágil vulnerabilidade desta lenda tão real e cativante.

Os estilos, que variam da fotografia fashion ao Pop Art, documentam a vida icônica e intrigante da sex symbol favorita do cinema americano. Durante décadas, diferentes artistas inspiraram-se na musa criando e re-criando algumas das obras que têm impacto e reconhecimento instantâneo de sua figura – a personificação do glamour, Hollywood e da sensualidade.

Quero ser Marilyn Monroe! estará na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, de 4 de março a 1º de abril, com entrada gratuita.


Cinemateca Brasileira
Seg a Dom, das 10hs às 21 hs
Largo Sen Raul Cardoso, 207
Vila Mariana - São Paulo

Michelle Willians e seu curto sexy

No Red Carpet do Oscar 2012
Lembra que eu tinha falado que queria o cabelo da Arizona Muse? Pois é, acho que mudei de ideia. Mas eu mudei mais porque eu quero o meu cabelo com o mesmo corte, mais curto do que o da Arizona, e porque ando meio apaixonada por Michelle Willians e seu super curto sexy! A atriz acaba de filmar "15 dias com Marilyn" que eu, claro, já estou doidinha para assistir e para isso passou por uma senhora transformação no visual. Ela que é magérrima, precisou de enchimentos, porque engordar não funcionou. Afinal de contas Marilyn Monroe tinha curvas e não gordura, né! Fiz uma pequena galeria de fotos que achei da Michele como Marilyn e, como ela mesma. Amei o cabelo. E sim, vou copiar. Depois mostrou o resultado!


Como Marilyn Monroe

O charme de um acessório

Visual geek

2 de mar. de 2012

Puff de revistas



Vi isso numa revista ou num site, não me lembro ao certo, e decidi experimentar. Saiu esse lindo puff de revistas Vogue (arraso!). O material  e modo de fazer estão abaixo:

Material
_Revistas diversas (de preferencia do mesmo tamanho, usei as da minha coleção da Vogue)
_2 cintos de couro da sua cor predileta (achei na Renner, no setor masculino, por R$ 22 cada)
_1 mini deck (este eu encontrei na Leroy Merlin, em promoção por R$ 25,90)

É só juntar tudo, empilhar as revistas sobre o mini deck e passar os cintos. O que eu vi na revista era com os cintos um ao lado do outro, mas eu achei mais bonito faze-los cruzádos. Resultado de design por uma pechincha e uma ótima maneira de guardar a sua coleção de revistas! Você também pode colocar uma pequena almofada de futton por cima de tudo. Fica um pouco mais confortável.

1 de mar. de 2012

Dia Internacional da Mulher

Se você tem uma empresa, ou trabalha numa empresa cheia de mulheres, que tal um mimo no Mês Internacional da Mulher? Uma super aula de cuidados com a pele e maquiagem e, quem sabe, um presentinho especial. Fale comigo, tenho uma boa proposta para você fazer as suas funcionárias ainda mais felizes!!!

andreapavlovitsch@gmail.com