Esmalte da semana: Ouro nobre da Impala! Fica bem bonito, tipo mão de rica!!
Ganhei este presente da minha irmã, Luciana!!! Achei a coisa mais lindo do mundo! É uma edição especial de Dia dos Namorados da Havaianas!!!!
23 de mai. de 2012
22 de mai. de 2012
Entregando a Deus
Entrei numa igreja outro dia. Fazia muito tempo que não
entrava lá. É uma igreja bem ao lado do meu consultório, e local de minha
infância. Fui a muitas missas lá.
Casamentos de parentes, batizados, enfim, algo que fez parte de minha vida por
muitos anos.
E por mais que ela fique bem do lado do consultório, e que
eu passe aqui a maior parte dos meus dias, eu
nunca mais entrei lá. Decidi entrar. Num dia ruim, chuvoso e triste. Num
dia daqueles em que você se toca que tem coisa demais errada, mas que você não
anda conseguindo resolver muito bem.
A primeira coisa que eu vi foi uma mesa com papéis e lápis.
Achei estranho. Aproximei-me da mesinha e vi que eram pedidos. As pessoas
escreviam coisas lá e deixavam numa bandeja que, possivelmente, deve ser levada
até o altar nos dias de missa. Achei interessante e, claro, tratei de pedir
serenidade para fazer as mudanças necessárias. Para parar de olhar para mim
como aquela garotinha da infância.
O lugar é enorme. Mas, de fato, parecia menor do que antes.
O altar, a sacristia, tudo tão familiar. Lembro-me de ter muita curiosidade
sobre uma passagem por trás do altar, onde o padre guarda os instrumentos da
eucaristia. A hóstia e outras coisas, não sei direito, porque, como já disse,
não sou católica. Olhei os desenhos de santos, anjos, e me sentei no último
banco. E, do nada, comecei a chorar.
Era um choro sentido, doído e profundo. Não sei exatamente
do que. Não pensei que, depois de 30 anos, fosse voltar àquele lugar e que tudo
o que eu tinha pensado que seria a minha vida, estaria diferente. Achei que
teria e que seriam coisas que eu não sou e não tenho. Algumas das quais eu
ainda desejo.
Como pode um desejo perdurar por tantos anos? Como pode
parecer tão impossível realiza-lo, tão difícil pelo menos. Como podem as coisas
ter tomados rumos que eu não conseguia pensar que tivessem.
E olhei toda a minha trajetória, o meu caminho. Vi o quanto
eu caminhei e como isso me custou esforço, paz, dias de insônia, dias mal
dormidos. Quanto me custou de beleza, de dinheiro, de paciência, de dores.
Fiquei pensando que eu não apliquei bem o meu dinheiro até agora, sim, eu
pensei isso. E descobri que tinha uma crença com relação à dinheiro muito
complicada. Eu mantinha a crença de que dinheiro é uma coisa para se guardar e
que, se você não tem guardado você simplesmente não tem. E não é bem assim. Já
que dinheiro é fluxo, é algo que entra e sai. Porque será que eu aprendi isso?
Lembrei que naquela igreja, e naquele colégio que tinha
junto dele, eu formei muitas destas crenças. Eu aprendi que deveria “temer” a
Deus, como se Deus não fosse lá um cara muito legal e estivesse doido pra me
ferrar. Aprendi que, de fato, ele faz isso, porque só isso, naquela época,
justificava algumas coisas ruins que me aconteceram.
Aprendi que Deus não é justo, que ele dá bastante pra uns e
pouco para os outros. E que depois ele tira dos que tem pouco e não dos que tem
muito. Aprendi a temer. Aprendi demais a ter medo.
Medo de faltar. Medo de não ter. Medo de ficar presa em
situações ruins pelo resto da minha vida. E não é que foi justamente isso que
me aconteceu, de uma maneira ou de outra? De repente eu fiquei presa no medo,
justamente ele. Fiquei presa numa tempestade que teve na escola, onde ficou
tudo escuro, e a professora nos mostrou uma pedra do temporal lá fora. Naquele
dia, naquele lugar, sentada naquela cadeira que eu me sentei, eu não tinha medo
de tempestade. Onde eu arrumei isso?
Entendi que sou um compêndio de todas as pessoas que
passaram pela minha vida sim, mas que isso não faz de mim uma vítima. Entendi
que as coisas que eu quero muito, eu preciso ter paciência e determinação para
conseguir e que não adianta eu ir atrás de outras coisas que não me farão
sentir feliz como eu desejo. Entendi algumas coisas importantes lá, chorando
feito doida, naquele banco de igreja.
E ali, naquele banco de igreja, eu entrei à Deus. Entreguei
à Ele todas as minhas frustações, todo o medo. Entreguei todos os problemas que
me parecem insolúveis. Entreguei tudo o que eu estou cansada de tentar ser, de
tentar ter. Entreguei o imenso desejo de resolver tudo do meu jeito, de ter o
controle absoluto de tudo. Entreguei meu cansaço, minha devoção, as crenças das
quais eu não preciso mais. Entreguei como se entrega um presente para um amigo
querido, esperando que ele goste. E sinto, sinceramente, que Ele só estava
esperando isso de mim.
Quando eu saí estava chovendo muito. E eu estava muito mais
leve. Naquele mesmo instante, começaram a acontecer algumas coisas. Mas isso eu
conto depois, num segundo momento. Agora basta dizer que o Universo só faz a
parte dele, quando nós permitimos. Quando nos entregamos o nosso cansaço e
nosso controle e deixamos a nossa alma nos dizer o que é o melhor. Porque o
nosso melhor, na maioria das vezes, é só um ideal. Ele, lá em cima, ou aqui
dentro, sabe muito mais do que a gente.
21 de mai. de 2012
Receita de diva: Estrogonoffe light com curry
Estrogonoffe light de frango com curry
250 grs de peito de frango cortado em cubos
2 colheres de sopa de cream cheese light
1 cebola picada
1 dente de alho picado
1 colher de chá de curry
1 colher de chá de mostarda
2 colheres de sopa de catchup
1 colher de sopa de azeite
sal à gosto
salsinha à gosto
Em uma panela, coloque o azeite, o alho e a cebola até dourar. Acrescente os cubos de frango e deixe dourar por alguns minutos, sempre de olho nele, para não queimar. Adicione o sal e a salsinha e um pouco de água, fechando a panela para cozinhar o frango. Quando estiver cozido, adicione o cream cheese, o curry e os outros ingredientes. Deixe cozinhar um pouco e desligue o fogo, depois de mexer bem. Sirva com arroz branco e batata palha. Fica dilícia!!!
250 grs de peito de frango cortado em cubos
2 colheres de sopa de cream cheese light
1 cebola picada
1 dente de alho picado
1 colher de chá de curry
1 colher de chá de mostarda
2 colheres de sopa de catchup
1 colher de sopa de azeite
sal à gosto
salsinha à gosto
Em uma panela, coloque o azeite, o alho e a cebola até dourar. Acrescente os cubos de frango e deixe dourar por alguns minutos, sempre de olho nele, para não queimar. Adicione o sal e a salsinha e um pouco de água, fechando a panela para cozinhar o frango. Quando estiver cozido, adicione o cream cheese, o curry e os outros ingredientes. Deixe cozinhar um pouco e desligue o fogo, depois de mexer bem. Sirva com arroz branco e batata palha. Fica dilícia!!!
16 de mai. de 2012
Kit Milagroso Mary Kay
Eu precisava, um dia, falar deste kit. Não é um kit, porque não vende só tudo junto, mas é o ideal de beleza para uma pele bonita e saudável. E não adianta usar todos os produtos dos top maquiadores, saber passar uma base como ninguém, se a pele não estiver boa. Pele desidratada craquela a base, fato. Pele cheia de manchas precisa do triplo de produtos, entre base e corretivo, para parecer melhor. Então porque não atacar o problema na raíz, manter a pele ótima, e ter um make natural, como pedem todas as tendências do planeta?

Aqui nós vemos 4 produtos mágicos:
Creme de Limpeza 3 em 1 TimeWise® Combina ação anti-idade com três funções essenciais: limpar, tonificar e esfoliar, revelando a aparência de uma pele mais jovem. Fórmula balanceada que permite o uso 2 vezes ao dia.
Hidratante Redutor de Linhas de Expressão TimeWise®
Solução Diurna com FPS 25 TimeWise®
Imagine uma película protetora. Com um fator de
proteção solar de 25, este produto inovador ajuda a prevenir linhas
finas e manchas na pele, bloqueando os raios UVA/UVB. Peptídeos
calmantes ajudam a relaxar as linhas de expressão do rosto.
Solução Noturna TimeWise®
Um sistema exclusivo de vitaminas e antioxidantes
combinados com peptídeos intensificadores de colágeno que ajudam a
desfazer linhas profundas e rugas. Suas microcápsulas Nutribeads liberam
ainda mais vitaminas e benefícios.14 de mai. de 2012
Dra. Ana Escobar responde: como fazer mais em menos tempo?
Segunda-feira! A semana começa e a correria também! E às vezes, no final
do dia fica aquela desconfortável frustração por não termos feito tudo o
que planejamos. Isso dá mau humor e até vontade de comer tudo o que passa pela frente! Como acabar ou até evitar este ciclo?
Aqui vão 5 dicas bem simples:
1. Estabeleça uma meta POSSÍVEL para cada dia e escreva. É muito importante escrever. Assim você não esquece nada e ainda consegue classificar as tarefas. Divida tudo que está pendente ao longo de 10 dias, começando pelas tarefas mais urgentes e/ou mais chatas. E siga direitinho o que você escreveu. Não seja exigente nem exagerado. Respeite o seu limite.
2. Quando completar uma tarefa, faça um risco vermelho. (Isso dá muito prazer!!!)
3. Na elaboração da lista de tarefas, é fundamental que você reserve tempo para uma atividade gostosa para você. Vale ser um hobby, esporte, brincar com os filhos ou conversar com amigos, pessoalmente ou na internet, não importa! O seu lazer tem que fazer parte do seu dia-a-dia.
4. Nunca deixe de tomar café da manhã, almoçar ou jantar. Por mais atribulado que esteja seu dia, as refeições são sagradas. Saco vazio não para de pé!
5. Deixe tempo de sobra para seu banho.Essa é uma hora mágica, gostosa, com a água caindo e lavando a alma! Escolha um sabonete bem cheiroso. (Eu acho que perfume depois também faz bem!!)
E muito importante: não queira abraçar o mundo na segunda-feira. A semana tem mais dias. O mês tem muitas semanas... E o ano, muitos meses!
Aproveite, curta a vida!! No final tudo dá certo!
Aqui vão 5 dicas bem simples:
1. Estabeleça uma meta POSSÍVEL para cada dia e escreva. É muito importante escrever. Assim você não esquece nada e ainda consegue classificar as tarefas. Divida tudo que está pendente ao longo de 10 dias, começando pelas tarefas mais urgentes e/ou mais chatas. E siga direitinho o que você escreveu. Não seja exigente nem exagerado. Respeite o seu limite.
2. Quando completar uma tarefa, faça um risco vermelho. (Isso dá muito prazer!!!)
3. Na elaboração da lista de tarefas, é fundamental que você reserve tempo para uma atividade gostosa para você. Vale ser um hobby, esporte, brincar com os filhos ou conversar com amigos, pessoalmente ou na internet, não importa! O seu lazer tem que fazer parte do seu dia-a-dia.
4. Nunca deixe de tomar café da manhã, almoçar ou jantar. Por mais atribulado que esteja seu dia, as refeições são sagradas. Saco vazio não para de pé!
5. Deixe tempo de sobra para seu banho.Essa é uma hora mágica, gostosa, com a água caindo e lavando a alma! Escolha um sabonete bem cheiroso. (Eu acho que perfume depois também faz bem!!)
E muito importante: não queira abraçar o mundo na segunda-feira. A semana tem mais dias. O mês tem muitas semanas... E o ano, muitos meses!
Aproveite, curta a vida!! No final tudo dá certo!
12 de mai. de 2012
Nossas perguntas sem respostas
Quando eu era criança, adorava Indiana Jones. Os filmes dele me
fascinavam. Não era só o jeito sexy que ele se livrava das mais sinistras
situações, mas a maneira como ele pensava, pesquisava e chegava à verdade.
Depois de assistir “Caçadores da Arca Perdida” uma centena de vezes eu decidi:
quero ser arqueóloga.
A ideia de investigar o passado me dava até cócegas nos pés. Eu
amava história na escola (tirava as médias mais altas do colégio) e nem
precisava estudar. Eu só escutava as histórias contadas pela professora e lia
tudo com muita, muita atenção. Nesta época descobri que a única maneira de ir
muito bem na escola era assim, interessando-se demais pelo assunto em questão.
Hoje, eu traduzo isso para um sonoro “só trabalhe com o que você gosta” ou diga
adeus ao sucesso. É mais ou menos isso!
Mas o que eu não gosto, aliás, o que me tira o sono é saber que
certas histórias nunca foram contadas. Que nunca saberemos certas coisas que
aconteceram na história do mundo, do Brasil. Sempre que a professora chegava a
um “isso ninguém sabe” eu pensava: como assim? Então uma parte da história se
perde e fica por isso mesmo? Mas é importante saber isso porque o passado
explica quem nós somos hoje. E é nisso que eu acredito, até hoje.
Eu não me tornei arqueóloga ou palenotóloga ou coisa parecida. Mas
me tornei um tipo de desbravadora da alma humana. Quando um cliente senta na
minha frente o que preciso pesquisar é onde está o ponto, aquele ponto que
mudará tudo. O ponto em que ele foi abandonado. O ponto em que ele entendeu
qualquer coisa errada. O ponto da dor, do trauma do passado, da falta de amor
que, muitas vezes, uma criança não sabe administrar. E, claro, quando ela não
sabe, leva isso como uma verdade para o resto da vida.
Algumas histórias nas nossas vidas são assim. Não adianta
investigar porque, muitas vezes, elas nem ao menos estão prontas para serem
mostradas. São aquelas palavras que não adiantam ser repetidas. As perguntas
que não terão uma resposta. Ou porque a pessoa morreu, ou porque a situações
foi há muitos anos, ou porque você sabe que, simplesmente, não adianta mais
perguntar.
Algumas respostas simplesmente não existem. Elas são como os
tesouros encontrados por Indiana Jones, o cálice sagrado e perdido. E o Santo
Graal, como muitas vezes foi colocada por Jung, dentro do estudo da Alquimia, é
encontramos os pedaços perdidos de nossas almas.
Mas, de um jeito ou de outro, não adianta procurar isso em outras
pessoas. Talvez, só precisemos admitir que não, que não nos competia ou compete
saber a resposta. Que talvez só o que vemos no presente nos baste para
entendermos o que morreu, o que passou, o que não faz mais parte das nossas
vidas. A vida é um ciclo eterno de renovação. O tempo todo ela se recicla,
deixa o velho e manda entrar o novo. Mas nós, humanos, não somos assim tão
capazes e tão atentos à estas mudanças. Nos apegamos à comportamentos antigos,
crenças já ultrapassadas. Deixamos nossa velha mente (sempre ela, a velha que
mente) nos dizer o que é certo ou errado. Um processo terapêutico é justamente
uma maneira de responder as perguntas por você mesmo, sempre precisar de mais
ninguém.
Será que ele me amou de verdade? Por que ele não disse a verdade?
Por que ela finge que nada aconteceu? Como as coisas realmente aconteceram?
Muitos e muitos outros porquês. E algumas vezes precisamos nos desapegar das
respostas, para que elas apareçam para nós.
Algumas coisas são compreensives. Outras não.
Não cabe a nós decidir. Precisamos só que nossa alma faça o seu trabalho e nos
leve para frente, sempre no caminho de uma evolução que é impossível de parar.
A evolução não pode parar pelas suas respostas mal respondidas. Ou por suas
perguntas sem respostas. Simplesmente aceite e siga em frente. Sempre.
3 de mai. de 2012
É tudo tão simples...
Nossa, faz tempo que eu não escrevo aqui. Detesto deixar meu bloguinho abandonado, mas não teve jeito. Com tantos compromissos de trabalho e mais uma mudança nas costas, tive que abrir mão de algumas das minhas coisas.
É interessante como se mudar de casa muda algumas coisas dentro da gente. Hoje, por exemplo, eu me vejo aqui me perguntando o que fazer da minha vida. Parece que as coisas que eu tinha antes não estão lá fazendo mais tanto sentido. Um quarto novo, com um verdadeiro camarim dentro (depois posto fotos) podem mudar a cabeça e a vida de uma mulher.
Acho que é isso, estou me sentindo mais mulher. Estou sentindo que tem alguma coisa dentro de mim que mudou, mas ainda não sei direito o que é. Só sei que é forte, só sei que vai mudar mais e mais coisas na minha vida. No momento, por exemplo, estou dividida entre 3 frentes de traballho que me parecem igualmente interessantes. Mas que, começo a perceber, que são diametralmente opostas.
Há pouco mais de um ano eu resolvi entrar para o time de consultoras de Mary Kay. Escolhi isso para ter mais lucro financeiro sim, mas não só por isso. Eu amo maquiagem, amo creminhos e a Mary Kay me ensinou a ter mais autoestima, a não ter vergonha de andar maquiada (juro que eu ainda tinha resquicios de "maquiagem é coisa de puta" vindo diretamente dos anos 70). Também me ensinou disciplina, um pouco mais. Ensinou que eu posso chegar lá onde eu quiser da minha vida, posso voltar a ter sonhos. Me fez conhecer um monte de gente legal, enfim, é bem bacana. Mas eu acabei me atrapalhando com as contas, com a coisa toda de gerir uma empresa. No mês passado fiz um curso de Análise Financeira no Sebrae e percebi que deveria ter aprendido isso antes de me meter com a Mary Kay. É uma empresa boa, mas eles não ensinam sobre o básico, que são como manter as finanças de uma loja em ordem e sem afundar. Então me atrapalhei nisso, mas sei que dá pra reverter com um pouco (mais) de disciplina.
Por outro lado tenho meus pacientes que eu amo. Sou psicóloga, psicoterapeuta, e estudei um tempão pra isso. Adoro tudo relacionado à psicologia. Mas o tipo de vida de um psicólogo é muito solitário. Passamos dias enfiados no consultório, sem ter muita interação com pessoas fora deste universo. Você acaba meio viciada e até foi por isso que eu fui pra Mary Kay, pra poder sair, ver e ser vista, eu também adoro isso tudo.
E tem a minha parte escritora. Eu amo escrever e eu sonho é publicar um livro. Fora todos os artigos da internet, escrever já me deu muitas alegrias e bastante reconhecimento. Mas não financeiro, isso é verdade. Sou bastante reconhecida, recebo muitos emails lindos de pessoas que meus textos ajudaram, mas não ganho um centavo por isso. Aí é complicado. Será que uma carreira de escritora, de fato me faria ganhar melhor? Ai Jesus, como está difícil.
Percebi que os problemas que andei tendo, com a coisa das finanças da Mary Kay, foram principalmente porque talvez eu precise fazer uma escolha. Sim, preciso de mais disciplina financeira (e sei que não faço isso porque é mesmo chato), mas preciso principalmente escolher no que eu quero de fato, investir. Não tem como, no mundo de hoje, você investir em tudo. Falta tempo e dinheiro pra isso, esse é o problema. Quando nos metemos em projetos demais, acabamos não fazendo nenhum direito e, sinceramente, eu não sei o que fazer.
Tenho um bom estoque e gostaria muito de continuar com isso. Mas não teria o tempo necessário. Que dilema. Na verdade, talvez eu esteja só apegada à alguma destas ideias, e não percebendo qual é a minha de verdade.
Estou dizendo isso porque estou mesmo precisando entrar no desapego. Estes dias, no meio da mudança, eu vi que tenho casacos demais. Eu não sabia disso porque, como eu tinha pouco espaço no guarda-roupas da casa da minha mãe, eu acabava espalhando os casacos em outros armários e não via o que tinha. Percebi que tenho casacos ótimos, mas que não me servem, por exemplo, ou que não caem bem. Não adianta ter uma coisa no seu armário que não te cai bem, por mais que você ache lindo, não é? Percebi que tenho 4 (quatro) travesseiros. Todos são fofinhos, mas como você colocar quartro travesseiros na sua cama? Onde eu durmo? E onde eu vou guardar tanto travesseiro durante o dia? Descobri que tenho muito mais coisas do que posso usar, ou do que fica de fato útil na minha vida. Não precisa de tanto, mas me pego com pena de doar, de jogar fora e eu nunca, nunca, nunca fui assim na minha vida. Será que é a idade?
Talvez esteja apegada em mais coisas, e não esteja percebendo. Talvez isso tudo só esteja chegando à minha consciência agora porque é hora de desapegar. Não quero desapegar da Mary Kay, nem dos meus atendimentos de pacientes, nem de atendimentos de tarô. Nem de escrever e nem de publicar o meu livro. Mas sei que é humanamente impossível fazer tudo isso e ainda tomar banho, sair com os amigos, limpar a casa, lavar a roupa, arrumar o consultorio, fazer reformas e mudanças, comprar o que é necessário, passar mais tempo com a minha sobrinha, sair com a família de fim de semana....ufa...fora as viagens programadas ou pensadas...fora o novo amor (que estou esperando pra entrar na minha vida)! É coisa demais! Preciso ficar mais simples, deixar um pouco de bagagem na estação do trem. Até li uma resenha do livro da Danuza Leão - É Tudo tão Simples. Talvez, eu só precise ler este livro. Né?
É interessante como se mudar de casa muda algumas coisas dentro da gente. Hoje, por exemplo, eu me vejo aqui me perguntando o que fazer da minha vida. Parece que as coisas que eu tinha antes não estão lá fazendo mais tanto sentido. Um quarto novo, com um verdadeiro camarim dentro (depois posto fotos) podem mudar a cabeça e a vida de uma mulher.
Acho que é isso, estou me sentindo mais mulher. Estou sentindo que tem alguma coisa dentro de mim que mudou, mas ainda não sei direito o que é. Só sei que é forte, só sei que vai mudar mais e mais coisas na minha vida. No momento, por exemplo, estou dividida entre 3 frentes de traballho que me parecem igualmente interessantes. Mas que, começo a perceber, que são diametralmente opostas.
Há pouco mais de um ano eu resolvi entrar para o time de consultoras de Mary Kay. Escolhi isso para ter mais lucro financeiro sim, mas não só por isso. Eu amo maquiagem, amo creminhos e a Mary Kay me ensinou a ter mais autoestima, a não ter vergonha de andar maquiada (juro que eu ainda tinha resquicios de "maquiagem é coisa de puta" vindo diretamente dos anos 70). Também me ensinou disciplina, um pouco mais. Ensinou que eu posso chegar lá onde eu quiser da minha vida, posso voltar a ter sonhos. Me fez conhecer um monte de gente legal, enfim, é bem bacana. Mas eu acabei me atrapalhando com as contas, com a coisa toda de gerir uma empresa. No mês passado fiz um curso de Análise Financeira no Sebrae e percebi que deveria ter aprendido isso antes de me meter com a Mary Kay. É uma empresa boa, mas eles não ensinam sobre o básico, que são como manter as finanças de uma loja em ordem e sem afundar. Então me atrapalhei nisso, mas sei que dá pra reverter com um pouco (mais) de disciplina.
Por outro lado tenho meus pacientes que eu amo. Sou psicóloga, psicoterapeuta, e estudei um tempão pra isso. Adoro tudo relacionado à psicologia. Mas o tipo de vida de um psicólogo é muito solitário. Passamos dias enfiados no consultório, sem ter muita interação com pessoas fora deste universo. Você acaba meio viciada e até foi por isso que eu fui pra Mary Kay, pra poder sair, ver e ser vista, eu também adoro isso tudo.
E tem a minha parte escritora. Eu amo escrever e eu sonho é publicar um livro. Fora todos os artigos da internet, escrever já me deu muitas alegrias e bastante reconhecimento. Mas não financeiro, isso é verdade. Sou bastante reconhecida, recebo muitos emails lindos de pessoas que meus textos ajudaram, mas não ganho um centavo por isso. Aí é complicado. Será que uma carreira de escritora, de fato me faria ganhar melhor? Ai Jesus, como está difícil.
Percebi que os problemas que andei tendo, com a coisa das finanças da Mary Kay, foram principalmente porque talvez eu precise fazer uma escolha. Sim, preciso de mais disciplina financeira (e sei que não faço isso porque é mesmo chato), mas preciso principalmente escolher no que eu quero de fato, investir. Não tem como, no mundo de hoje, você investir em tudo. Falta tempo e dinheiro pra isso, esse é o problema. Quando nos metemos em projetos demais, acabamos não fazendo nenhum direito e, sinceramente, eu não sei o que fazer.
Tenho um bom estoque e gostaria muito de continuar com isso. Mas não teria o tempo necessário. Que dilema. Na verdade, talvez eu esteja só apegada à alguma destas ideias, e não percebendo qual é a minha de verdade.
Estou dizendo isso porque estou mesmo precisando entrar no desapego. Estes dias, no meio da mudança, eu vi que tenho casacos demais. Eu não sabia disso porque, como eu tinha pouco espaço no guarda-roupas da casa da minha mãe, eu acabava espalhando os casacos em outros armários e não via o que tinha. Percebi que tenho casacos ótimos, mas que não me servem, por exemplo, ou que não caem bem. Não adianta ter uma coisa no seu armário que não te cai bem, por mais que você ache lindo, não é? Percebi que tenho 4 (quatro) travesseiros. Todos são fofinhos, mas como você colocar quartro travesseiros na sua cama? Onde eu durmo? E onde eu vou guardar tanto travesseiro durante o dia? Descobri que tenho muito mais coisas do que posso usar, ou do que fica de fato útil na minha vida. Não precisa de tanto, mas me pego com pena de doar, de jogar fora e eu nunca, nunca, nunca fui assim na minha vida. Será que é a idade?
Talvez esteja apegada em mais coisas, e não esteja percebendo. Talvez isso tudo só esteja chegando à minha consciência agora porque é hora de desapegar. Não quero desapegar da Mary Kay, nem dos meus atendimentos de pacientes, nem de atendimentos de tarô. Nem de escrever e nem de publicar o meu livro. Mas sei que é humanamente impossível fazer tudo isso e ainda tomar banho, sair com os amigos, limpar a casa, lavar a roupa, arrumar o consultorio, fazer reformas e mudanças, comprar o que é necessário, passar mais tempo com a minha sobrinha, sair com a família de fim de semana....ufa...fora as viagens programadas ou pensadas...fora o novo amor (que estou esperando pra entrar na minha vida)! É coisa demais! Preciso ficar mais simples, deixar um pouco de bagagem na estação do trem. Até li uma resenha do livro da Danuza Leão - É Tudo tão Simples. Talvez, eu só precise ler este livro. Né?
14 de abr. de 2012
Terapia Online
Esta matéria sobre terapia online saiu na Revista Claudia de abril e achei bem interessante, porque eu também trabalho desta maneira. É uma forma muito eficaz, eu tenho até mesmo um trabalho sobre isso publicado e realmente funciona!
13 de abr. de 2012
O tempo das coisas
Lembra da música do Gilberto Gil? "Refazendo tudo, refazenda, refazenda toda, guariroba" ? Então, minha vida no momento.
Quando descobri que ia realmente mudar de casa, sair da casa dos meus pais, primeiro eu não acreditei muito. Parecia que, a qualquer momento, alguma coisa ia acontecer e mudar os meus planos. Ainda mais porque demorou (acabei ficando com o apartamento que era da uma das minhas irmãs, e ela estava esperando a reforma da casa nova dela acabar e a tal reforma não acabava nunca). Achei que algo que eu tinha esperado tanto, talvez nunca acontecesse. Por muitas e muitas vezes eu fui atrás deste sonhos, aliás, desde criança. Sempre senti que precisava de um lugar meu. Um lugar onde eu pudesse levar todas as minhas coisas e ficar um pouco menos sob a influência de outras pessoas. Ainda mais pai e mãe, que são pessoas que, querendo ou não, influenciam muito na nossa vida. Sempre tive uma boa vida em casa, sem problemas. Nunca ninguém me disse que eu tinha que sair assim, optei em estudar mais um pouco e mais um pouco, guardar o dinheiro pra meus pequenos luxos e ir adiando o sonho. Mas o dia chegou, não porque eu fiz tanto esforço pra isso, mas porque era o momento.
Como é difícil entendermos essa coisa do momento certo, né? Isso porque pensamos que o momento certo está fora de nós, lá com as pessoas ou com Deus ou com o Universo e, descobri, não é nada disso. Quando os sábios falam sobre o momento certo das coisas, estão falando do nosso momento certo interno para as coisas, e não em alguma conjunção astral maluca. Estão falando do seu preparo e do seu querer para as coisas.
Eu não saía de casa por motivos meramente financeiros. Será? Ou será que, lá no fundo, tinha um medo danado de ter que me "virar sozinha". Não que eu tenha medo disso, alías, faço isso desde criança. Mas sempre soube que, se tivesse qualquer problemas, eles estariam lá pra mim. Talvez eu tenha alimentado por muito tempo o meu medo e precisei passar por um longo processo para me desfazer dele. Aí sim, chegou o tal momento certo.
Não adianta querer atropelar as coisas. Conheço um monte de gente que já fez isso e se deu muito mal. Precisamos ter a tal autoconsciência para saber o que devemos ou não fazer. O passo seguinte, o que precisamos esperar ou não. Não existe um tempo pré-determinado pelo Universo, mas existe um tempo interno. Algo que só a gente mesmo pode dizer se está certo ou errado. E quando todos os eventos ao seu redor corroboram para a resolução, não é que Deus está sendo bonzinho, mas quer dizer que, finalmente, a fruta amadureceu no pé.
Eu sempre uso uma metáfora que aprendi um dia destes, na vida, nem me lembro quando. Não adianta você pegar uma maçã verde, colocá-la na sua frente e dizer "precisamos conversar". Aí você desfila um rosário de como seria ótimo se ela fosse uma maçã vermelha e madura. Que as pessoas gostariam muito mais dela, ela poderia ter fama e poder como a maçã mais vermellha do mundo, que seria perfeito e você, particularmente, ficaria muito feliz porque podería comê-la mais rápido. Sabe o que vai acontecer no final da conversa? Se tiver alguém ao seu redor, você será internada! Se não tiver ninguém você não acaba no hospital, mas acaba com uma bela e suculenta maçã verde!
As coisas e, principalmente, as pessoas tem o tempo delas. A sua verdade nunca é a absoluta. E quando temos a humildade de entender isso, sim, podemos mudar. Pode ser a própria maçã, no dia seguinte, fique vermellha, mas as suas palavras não ajudaram em nada. Só era chegado o tempo dela e só! Uma lagarta não corre pra virar uma borboleta. Se ela sair do casulo antes, será uma borborleta deficiente, sem as asas ou com incapacidade para voar. Uma comida precisa de um tempo de preparo que, se passar queima, se não chegar ficará cru. É só olhar a natureza ao redor e se perceber como natureza. Não existe atraso, assim como não existe adiantamente. Existe o que existe. E é isso que está certo.
Ser você mesmo é certo. Não sofrer é certo. Não doer é certo! O resto é um monte de ilusões humanas alimentadas por séculos e séculos do controle de poucos sobre muitos. Que tal andar um pouco na contramão de todas as pessoas? Fazer o que ninguém admite que gostaria de verdade? Ser você mesmo?
Eu estou, tenho certeza, no meu tempo certo. Feliz da vida com todas, todas as minhas conquistas. Mas muito consciente de que sou só um espírito eterno, cheio de possibilidades e experiências ainda por serem vividas. Agora, mais do que nunca, na minha própria casa!
Quando descobri que ia realmente mudar de casa, sair da casa dos meus pais, primeiro eu não acreditei muito. Parecia que, a qualquer momento, alguma coisa ia acontecer e mudar os meus planos. Ainda mais porque demorou (acabei ficando com o apartamento que era da uma das minhas irmãs, e ela estava esperando a reforma da casa nova dela acabar e a tal reforma não acabava nunca). Achei que algo que eu tinha esperado tanto, talvez nunca acontecesse. Por muitas e muitas vezes eu fui atrás deste sonhos, aliás, desde criança. Sempre senti que precisava de um lugar meu. Um lugar onde eu pudesse levar todas as minhas coisas e ficar um pouco menos sob a influência de outras pessoas. Ainda mais pai e mãe, que são pessoas que, querendo ou não, influenciam muito na nossa vida. Sempre tive uma boa vida em casa, sem problemas. Nunca ninguém me disse que eu tinha que sair assim, optei em estudar mais um pouco e mais um pouco, guardar o dinheiro pra meus pequenos luxos e ir adiando o sonho. Mas o dia chegou, não porque eu fiz tanto esforço pra isso, mas porque era o momento.
Como é difícil entendermos essa coisa do momento certo, né? Isso porque pensamos que o momento certo está fora de nós, lá com as pessoas ou com Deus ou com o Universo e, descobri, não é nada disso. Quando os sábios falam sobre o momento certo das coisas, estão falando do nosso momento certo interno para as coisas, e não em alguma conjunção astral maluca. Estão falando do seu preparo e do seu querer para as coisas.
Eu não saía de casa por motivos meramente financeiros. Será? Ou será que, lá no fundo, tinha um medo danado de ter que me "virar sozinha". Não que eu tenha medo disso, alías, faço isso desde criança. Mas sempre soube que, se tivesse qualquer problemas, eles estariam lá pra mim. Talvez eu tenha alimentado por muito tempo o meu medo e precisei passar por um longo processo para me desfazer dele. Aí sim, chegou o tal momento certo.
Não adianta querer atropelar as coisas. Conheço um monte de gente que já fez isso e se deu muito mal. Precisamos ter a tal autoconsciência para saber o que devemos ou não fazer. O passo seguinte, o que precisamos esperar ou não. Não existe um tempo pré-determinado pelo Universo, mas existe um tempo interno. Algo que só a gente mesmo pode dizer se está certo ou errado. E quando todos os eventos ao seu redor corroboram para a resolução, não é que Deus está sendo bonzinho, mas quer dizer que, finalmente, a fruta amadureceu no pé.
Eu sempre uso uma metáfora que aprendi um dia destes, na vida, nem me lembro quando. Não adianta você pegar uma maçã verde, colocá-la na sua frente e dizer "precisamos conversar". Aí você desfila um rosário de como seria ótimo se ela fosse uma maçã vermelha e madura. Que as pessoas gostariam muito mais dela, ela poderia ter fama e poder como a maçã mais vermellha do mundo, que seria perfeito e você, particularmente, ficaria muito feliz porque podería comê-la mais rápido. Sabe o que vai acontecer no final da conversa? Se tiver alguém ao seu redor, você será internada! Se não tiver ninguém você não acaba no hospital, mas acaba com uma bela e suculenta maçã verde!
As coisas e, principalmente, as pessoas tem o tempo delas. A sua verdade nunca é a absoluta. E quando temos a humildade de entender isso, sim, podemos mudar. Pode ser a própria maçã, no dia seguinte, fique vermellha, mas as suas palavras não ajudaram em nada. Só era chegado o tempo dela e só! Uma lagarta não corre pra virar uma borboleta. Se ela sair do casulo antes, será uma borborleta deficiente, sem as asas ou com incapacidade para voar. Uma comida precisa de um tempo de preparo que, se passar queima, se não chegar ficará cru. É só olhar a natureza ao redor e se perceber como natureza. Não existe atraso, assim como não existe adiantamente. Existe o que existe. E é isso que está certo.
Ser você mesmo é certo. Não sofrer é certo. Não doer é certo! O resto é um monte de ilusões humanas alimentadas por séculos e séculos do controle de poucos sobre muitos. Que tal andar um pouco na contramão de todas as pessoas? Fazer o que ninguém admite que gostaria de verdade? Ser você mesmo?
Eu estou, tenho certeza, no meu tempo certo. Feliz da vida com todas, todas as minhas conquistas. Mas muito consciente de que sou só um espírito eterno, cheio de possibilidades e experiências ainda por serem vividas. Agora, mais do que nunca, na minha própria casa!
2 de abr. de 2012
Consciência - vendo Zeus
Hoje acordei me sentindo meio idiota. Pensando em todas as vezes em que as pessoas me enganaram, mentiram para mim, fizeram o que queriam. Manipularam, me levaram para um lado que eu não queria e, pior, todas as vezes em que eu deixei que isso acontecesse. Para depois virarem, como se nada nunca tivesse acontecido. E, de fato, nada aconteceu. Aconteceu só para mim, não para os outros. Às vezes, como hoje, eu sinto que o mundo não é pra pessoas como eu. Entendo profundamente porque existe o inconsciente: porque, na maioria das vezes, nós não aguentamos a verdade.
Existe um mito grego que vou reproduzir aqui:
Segundo a tradição grega, Baco era, por sua concepção, metade deus, metade humano. Ainda quando estava grávida de Baco, Sêmele morreu queimada devido a um plano da deusa Hera, mulher de Zeus (Júpiter no meio romano). Ao saber que a amante do marido estava grávida, a imortal se disfarçou de aia e persuadiu Sêmele a suplicar para Zeus que se mostrasse em sua forma pura. A luz que emanava na forma natural de Zeus era insuportável para qualquer mortal e fulminou Sêmele.
Zeus representa, como deus, a consciência plena das coisas. Quando Semêle viu o todo, deus na sua concepção mais total, a total consciência das coisas, ela não aguentou. Morreu queimada por toda aquela luz. Algumas outras tradições também trazem isso bem forte, a consciência é dolorida e nem sempre aguentamos.
Por isso que vivemos fora dela. Por isso que vivemos com vários problemas que não tem solução, carregando coisas que não conseguimos resolver pelo simples fato de não querermos olhar pra eles. Queremos matar a dor dentro de nós, a qualquer custo. As pessoas dizem que hoje a humanidade vive melhor,porque não tem tantas guerras, a comida é mais farta (salvo algumas excessões). Mas hoje a guerra é psicológica, silenciosa. Todos nos levantamos da cama com os dois pés atrás, com um arsenal de artilharia montado, esperando a próxima. A próxima decepção, a próxima mentira. A próxima patada, a próxima porcaria iminente.
E talvez ela só venha, porque esperamos isso dela. Começamos a esperar que o ser humano seja essa caca cósmica, sempre querendo ganhar alguma vantagem. Não sabe qual é, mas quer uma vantagem, mesmo que mínima, mostrando toda a nossa mesquinhez. Acredita que está, que é melhor que o vizinho e inventa coisas para se sentir assim. Fala mal dos outros, para poder se sentir melhor. Ataca, mesmo que silenciosamente, porque acha que é esperto o bastante para dar a volta na vida.
E, quem dá a volta na vida? Quem é que sai vivo dela? Quem voltou para contar a história?
Porque destruimos o que é nos é mais querido? Porque jogamos fora excelentes relacionamentos, em troco de nada? Porque não aceitamos que a vida sabe o que é melhor pra gente, que não tem tanto problema assim sair "perdendo" de alguma coisa porque, no fundo, nós não perdemos, nunca, nada. Nós só aprendemos, só somamos, mesmo quando parece que perdemos.
Amanheci assim porque talvez tenha visto Zeus. Vi minha consiência mais profunda. Meu lado mais crítico, mais negativo e como sou inábil em lidar com a "esperteza" dos outros. Como me machuco, profundamente, cada vez que tento ser a descolada, a cool. A que não liga, a que espera, ainda, levar alguma vantagem. Espera que as coisas mudem, que as pessoas mudem. Espera...em vão.
Existe um mito grego que vou reproduzir aqui:
Segundo a tradição grega, Baco era, por sua concepção, metade deus, metade humano. Ainda quando estava grávida de Baco, Sêmele morreu queimada devido a um plano da deusa Hera, mulher de Zeus (Júpiter no meio romano). Ao saber que a amante do marido estava grávida, a imortal se disfarçou de aia e persuadiu Sêmele a suplicar para Zeus que se mostrasse em sua forma pura. A luz que emanava na forma natural de Zeus era insuportável para qualquer mortal e fulminou Sêmele.
Zeus representa, como deus, a consciência plena das coisas. Quando Semêle viu o todo, deus na sua concepção mais total, a total consciência das coisas, ela não aguentou. Morreu queimada por toda aquela luz. Algumas outras tradições também trazem isso bem forte, a consciência é dolorida e nem sempre aguentamos.
Por isso que vivemos fora dela. Por isso que vivemos com vários problemas que não tem solução, carregando coisas que não conseguimos resolver pelo simples fato de não querermos olhar pra eles. Queremos matar a dor dentro de nós, a qualquer custo. As pessoas dizem que hoje a humanidade vive melhor,porque não tem tantas guerras, a comida é mais farta (salvo algumas excessões). Mas hoje a guerra é psicológica, silenciosa. Todos nos levantamos da cama com os dois pés atrás, com um arsenal de artilharia montado, esperando a próxima. A próxima decepção, a próxima mentira. A próxima patada, a próxima porcaria iminente.
E talvez ela só venha, porque esperamos isso dela. Começamos a esperar que o ser humano seja essa caca cósmica, sempre querendo ganhar alguma vantagem. Não sabe qual é, mas quer uma vantagem, mesmo que mínima, mostrando toda a nossa mesquinhez. Acredita que está, que é melhor que o vizinho e inventa coisas para se sentir assim. Fala mal dos outros, para poder se sentir melhor. Ataca, mesmo que silenciosamente, porque acha que é esperto o bastante para dar a volta na vida.
E, quem dá a volta na vida? Quem é que sai vivo dela? Quem voltou para contar a história?
Porque destruimos o que é nos é mais querido? Porque jogamos fora excelentes relacionamentos, em troco de nada? Porque não aceitamos que a vida sabe o que é melhor pra gente, que não tem tanto problema assim sair "perdendo" de alguma coisa porque, no fundo, nós não perdemos, nunca, nada. Nós só aprendemos, só somamos, mesmo quando parece que perdemos.
Amanheci assim porque talvez tenha visto Zeus. Vi minha consiência mais profunda. Meu lado mais crítico, mais negativo e como sou inábil em lidar com a "esperteza" dos outros. Como me machuco, profundamente, cada vez que tento ser a descolada, a cool. A que não liga, a que espera, ainda, levar alguma vantagem. Espera que as coisas mudem, que as pessoas mudem. Espera...em vão.
Assinar:
Postagens (Atom)







