“...antes eu sonhava, agora já não durmo...” – Renato Russo
Fui criada numa família prática. Todos os meus avôs são imigrantes, vieram da guerra e da fome tentar uma vida um pouco melhor no Brasil. Economizaram até o último dia de suas vidas e aprenderam que a vida é dura. No caso, ainda mais dura do que em outras épocas. Criaram seus filhos assim, meus pais. Que me criaram assim. Práticos, corretos, retos e sem sonhos.
Por muito tempo na minha vida, sonho era uma coisa que fazíamos à noite, enquanto dormíamos. Minha mãe, quando eu contava algum sonho-desejo para ela, erguia as mãos até a cabeça, fazendo aquele sinal de loucura e me mandava ir logo lavar o banheiro. Cresci achando que sonhos eram coisas de lunáticos, de gente maluca.
Mas alguma coisa dentro de mim insistia. E eu sofri por muitos anos achando que era só uma sonhadora. Achava que as coisas não davam certo por conta disso, eu sonhava demais! Sonhei em achar um príncipe encantado, sonhei em ter um trabalho que me desse uma renda. Com isso tudo, e uma criação repressora na cabeça, meus sonhos foram ficando cada vez menores.
Se antes eu sonhava com um marido bonito, bem sucedido e inteligente, agora se alguém me olhasse já estava bom. Se antes eu sonhava com um emprego bacana, com uma carreira que crescesse e me proporcionasse muito dinheiro e até algum poder, agora eu só queria alguma coisa, qualquer coisa, que pagasse as minhas contas. Comecei a ir pra entrevistas de emprego como se estivesse pedindo uma migalha para o entrevistador. Acho que eles até poderiam ler na minha mente “pelo amor de Deus, estou desesperada”. Se antes eu queria um corpo bonito, bem torneado e saudável, agora eu me contentava em ficar em pé para dar conta da lista interminável de tarefas que eu me coloquei. Nesta, todo, mas todo o meu entusiasmo ia por água abaixo.
E o que é o entusiasmo, a motivação, senão ter um sonho e ir atrás dele? Sim, mas ter para um sonho eu tive que limpar a cabeça de séculos de crenças negativas nos sonhos. Aprendi isso, pasmem, quando comecei a revender cosméticos.
Eu sempre amei cosméticos e maquiagem. E, trabalhando como eu já trabalho, eu nem poderia me meter a ter mais uma coisa para fazer. Mas mesmo assim me meti nessa e comecei a revender os produtos Mary Kay. Lá dentro eles têm uma coisa chamada plano de carreira. Comecei a frequentar as reuniões, mesmo que, no momento, isso não seja o meu objetivo, para me sentir mais motivada com minhas vendas, com as aulas de maquiagem e tudo mais. Melhorou a minha autoestima, melhorou a maneira como eu vejo a beleza feminina, enfim, mas isso é assunto pra outro artigo. Mas lá eles falam muito sobre sonhos. E foi aí que eu me toquei que tinha parado de sonhar.
Quando ia às reuniões, e via aquelas mulheres falando de sonhos, de realizar coisas, é como se não fosse nada daquilo para mim. Achava que era um bando de malucas, querendo só estimular as pessoas a venderem mais seus produtos e tudo mais. Simplesmente a palavra sonho não entrava na minha cabeça. Aos poucos fui me permitindo entender o que eram os meus verdadeiros sonhos. Um dia, me fiz uma pergunta: se eu pudesse ser ou ter qualquer coisa, independente de dinheiro, de influências ou de oportunidades, o que seria? E tudo veio na minha cabeça, saindo da minha alma, como se tivesse ficado aprisionado por anos. Todos aqueles desejos, que eu achava malucos, faziam um sentido incrível para mim. Não, eu não falo de ganhar na mega-sena e nem virar atriz da Globo (se bem que algumas pessoas querem isso mesmo), mas os meus sonhos, os sonhos que fazem sentido pra mim. Escrever e publicar meu livro, por exemplo. Coisas que, para muitas pessoas, são normais, mas para mim eram sonhos. E sonhos sempre ficaram lá, guardados na gaveta da alma.
Claro, sonhos também precisam da parte prática. Também precisamos estabelecer uma meta, objetivos claros, com datas precisa e ir atrás daquilo. Nunca sabemos se tudo sairá conforme o combinado, nem na data que estabelecemos, mas precisamos de um parâmetro para poder organizar os sonhos, transformá-los em metas e realiza-los. Não é tão difícil como a maioria de nós foi ensinada. Para os poderosos, não é interessante ter um povo que sonhe, porque todo mundo precisa daqueles que só querem ficar parados no mesmo lugar. Mas precisamos ir contra isso se quisermos realizar aquilo que nossa alma pede. Porque no fundo sonhos são só isso, são a tradução do que nossa alma pede, do que é a nossa missão nesta vida.
Eu voltei a sonhar. Viajo mesmo na maionese, sem medo de ser feliz. Quero o melhor, o meu melhor, quero alçar voo, ir mais longe. Hoje eu me permito isso, me permito sonhar e voar. E você?
1 de fev. de 2012
30 de jan. de 2012
Viagem a Salvador - 2012 - Parte 1
| Vista do quarto 1221 - Hotel Pestana - Rio Vermelho - Salvador |
Dia 1 - 29/12/11
Saindo ao Aeroporto de Guarulhos às 22:30, vôo sem atraso (incrível). Só a fila do Check in, que não tem jeito. Não conseguimos os primeiros assentos do avião porque descobrimos que pessoas fazem o check in via internet, e pegam estes melhores lugares.É ruim não ser chique e viajar sempre, né?
Nota: Fazer check in pela internet é melhor!
| Farol da Barra ao fundo |
| Piscina do Hotel Pestana |
| Vista da pscina do Hotel |
Dia de descansar no hotel e conhecer os arredores. Fomos ao supermercado, comprar água, porque as coisas no hotel são absurdas de caras. Já nos mandaram tomar cuidado com as bolsas (os assaltos e roubos são bem frequentes por aqui). A temperatura está uma delícia, bem quente, como eu gosto. A piscina do hotel é fantástica, claro, com uma bela vista pra o mar.
Café & Cognac - Achei este café voltando para o hotel e tomamos um belo cafezinho. O lugar é bem charmoso e servem almoço e jantar. Os preços são salgadinhos, mas pagáveis. Rua Fonte do Boi, 5 - Rio Vermelho - (71)3334-0234
Dia 03 -31/12/11
Dia de passear. Hoje tem o Salvador Praias, conhecendo um monte de praias por aqui. Passamos pelo Farol da Barra, orla marítima de Salvador, Praia de Ondina, Rio Vermelho, Amaralina, Pituba, Jardim dos Namorados, Jardim de Alah, Armação, Piatã, Plakafor (nome muito legal, que acabou ficando por conta de uma placa de propaganda da Ford que tinha no local), Itapuã (perfeita) e Flamengo. Com banho de mar e tudo. Vale a pena!
| Batendo um papo com Vinícius de Moraes, na praia de Itapuã |
| Farol da Barra |
| Ondinas - Praia de Ondina (tentei comprar a estátua desta artista, mas não foi possível) |
| Famosa Igreja de São Lázaro, onde se toma um banho de pipoca e pede-se a cura física |
| Ladeira do Abaeté |
Ceia no Hotel Pestana, com muitos doces deliciosos. E depois subimos para a cobertura, para ver a queima de fogos e dançar com DJ!
| Irmã e sobrinha |
| Vista da Bahia da janela do quarto (chaaato) |
| Não parece foto de casamento??? O amor é lindo.... |
Dia de descansar no hotel, mesmo porque está tudo fechado mesmo. Ficamos na piscina, descansando e tomando um bom sol baiano.
| Por do sol - um mais lindo do que o outro |
| Maluzinha esconde-se do sol...de maiô! |
| Papai e mamãe na piscininha |
| Isso a gente vê da piscina do hotel...chato de novo! |
Dia 02/01/12
Dia de passear de novo! Hoje fomos conhecer os pontos históricos de Salvador. Vista do Porto e Ladeira da Barra, Museu Carlos Costa Pinto, Praça Dois de Julho, Teatro Castro Alves, Forte de São Pedro, Praça Piedade, Praça Castro Alves, Pelourinho, Dique do Tororô, Igreja do Bonfim, Mercado Modelo, Elevador Lacerda. Tudo é muito lindo, mas senti muito que tudo esteja abandonado. Algumas coisas ainda estão em bom estado (como o Pelourinho) mas a maioria precisaria de mais investimentos do governo e até da iniciativa privada. Salvador transpira história. É como andar dentro dos livros que eu amo (1822, 1808, enfim..rs). Mesmo assim vale demais a pena!
| Mercado Modelo |
| Praça Castro Alves |
| Dique do Tororô |
| Igreja do Bonfim |
| Interior da Igreja do Bonfim |
| Igreja do Bonfim |
| Bahia |
| Pelourinho |
| Pelourinho |
| Olodum |
| Baiana |
| Elevador Lacerda e vista da Bahia de Todos os Santos |
| Vista do Elevador Lacerda |
28 de jan. de 2012
Batom Sunny Citrus - Mary Kay
Sua fórmula de longa duração desliza pelos lábios com uma textura leve e
cremosa, para um resultado impactante e duradouro, sem borrar e nem
escorrer. Enriquecido com vitamina E e derivados de vitamina C, eles
ajudam a proteger contra a ação dos radicais livre e dos danos causados
pela exposição diária ao meio ambiente. Eles também são livre de
fragrância e possuem um leve sabor de baunilha. Perfeito para usar em
conjunto com o Brilho para Lábios Nourishine™ e com o Lápis Retrátil
para os Lábios Mary Kay®.
![]() |
| Imagem do site Mary Kay |
Eu comprei só um deste batom. É um batom liiiiiiiiiiiiindo, mas precisa ter personalidade para usar. Quando você pega uma corzinha então..fica divino!!!! As fotos falam por si!!!
Nas minhas fotos, que eu fiz em casa, ele ficou mais avermelhado do que ele realmente é. A foto do site é mais fiel à sua cor.
27 de jan. de 2012
Não deixe para 2013
Adiar tarefas e protelar sonhos pode ser um problema psíquico. Saiba como identificá-lo e evitá-lo
Débora RubinCEDO
Desde criança, André Czarnobai faz tudo em cima da hora
Atire a primeira pedra quem nunca deixou
para amanhã o que podia ser feito hoje. Ou para depois do Carnaval, para
o segundo semestre, para o ano seguinte. Adiar as tarefas por minutos,
as obrigações por semanas, as pendências pessoais por meses e a dieta e o
exercício físico por anos é uma característica com a qual metade da
humanidade se identifica. O problema é quando isso, o ato de
procrastinar, se torna um ciclo vicioso e passa a trazer danos para o
dia a dia. “Quem o faz de forma crônica tem seus afetos, trabalho e até a
saúde prejudicados”, alerta o especialista em gestão de tempo Christian
Barbosa, que está escrevendo um livro sobre o tema (que foi adiado por
um bom tempo por pura falta de disposição). Saber por que se procrastina
e como lidar com a enrolação para não chegar ao nível crítico é uma boa
tarefa para tempos de listinhas de promessas de fim de ano.
Principalmente no país do “deixa para depois”: um levantamento feito
pela Sociedade Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
apontou que 33% dos funcionários brasileiros gastam duas horas da
jornada sem fazer nada de efetivo. E 52% admitiram deixar atividades
necessárias para a última hora.
E, afinal, por que é que a gente é assim? O roteirista e consultor criativo André Czarnobai, 32 anos, não sabe ao certo. Mas sabe que sempre foi enrolado. Muito antes da internet, um dos principais fatores de distração ao lado da televisão, ele já dava um jeito de fazer tudo em cima da hora. Quanto tinha 10 anos, sempre parava qualquer tarefa para ir consultar um verbete na enciclopédia. Interrompia a leitura no meio e ia fazer um desenho. Voltava para o dever de casa e, pouco depois, já estava jogando videogame, assistindo à tevê ou brincando. Mais de 20 anos depois, pouca coisa mudou. E, embora afirme que não vê nada de útil em postergar seus trabalhos, diz que, como autônomo, mesmo deixando tudo para em cima do prazo, conseguiu um equilíbrio de vida graças à procrastinação. “Se enrolasse menos, faria muito mais coisas, mas também seria bem mais estressado”, acredita. Sua maneira preferida de adiar o trabalho, diz ele, é ler e responder e-mails “de forma nababesca”.
E, afinal, por que é que a gente é assim? O roteirista e consultor criativo André Czarnobai, 32 anos, não sabe ao certo. Mas sabe que sempre foi enrolado. Muito antes da internet, um dos principais fatores de distração ao lado da televisão, ele já dava um jeito de fazer tudo em cima da hora. Quanto tinha 10 anos, sempre parava qualquer tarefa para ir consultar um verbete na enciclopédia. Interrompia a leitura no meio e ia fazer um desenho. Voltava para o dever de casa e, pouco depois, já estava jogando videogame, assistindo à tevê ou brincando. Mais de 20 anos depois, pouca coisa mudou. E, embora afirme que não vê nada de útil em postergar seus trabalhos, diz que, como autônomo, mesmo deixando tudo para em cima do prazo, conseguiu um equilíbrio de vida graças à procrastinação. “Se enrolasse menos, faria muito mais coisas, mas também seria bem mais estressado”, acredita. Sua maneira preferida de adiar o trabalho, diz ele, é ler e responder e-mails “de forma nababesca”.
PILHA GRANDE
Silvia Ribeiro costuma adiar as tarefas domésticas
Segundo Barbosa, falta de energia e, pasmem, medo do sucesso podem ser dois motivos ocultos no ato de adiar tarefas. Comer mal e levar uma vida sedentária tiram o ânimo para se empenhar nas atividades cotidianas. “Quem pratica mais esportes faz mais coisas e sempre no prazo”, diz o especialista, que entrevistou mais de seis mil pessoas para escrever seu livro. Já o medo do sucesso tem a ver com projetos grandiosos, com os sonhos. Barbosa cita como exemplo uma pessoa que quer montar uma empresa ou escrever um livro, mas que morre de preguiça só de pensar na trabalheira que vai dar, caso a ideia vingue.
Para uma minoria, postergar tarefas pode estar ocultando algo mais grave. Segundo Camila, quem nunca consegue cumprir prazos e está sempre atrasado em tudo pode ter alguma doença psíquica séria como depressão e transtorno de ansiedade. “Nesse caso, a ajuda de um profissional da saúde se faz urgente”, diz ela. Para os demais casos, incluindo Silvia e Czarnobai, pequenas atitudes já ajudam a organizar a rotina (leia quadro). A começar por levar mais a sério a listinha de promessas para 2012.
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