1 de fev. de 2012

O Poder dos Sonhos

“...antes eu sonhava, agora já não durmo...” – Renato Russo



Fui criada numa família prática. Todos os meus avôs são imigrantes, vieram da guerra e da fome tentar uma vida um pouco melhor no Brasil. Economizaram até o último dia de suas vidas e aprenderam que a vida é dura. No caso, ainda mais dura do que em outras épocas. Criaram seus filhos assim, meus pais. Que me criaram assim. Práticos, corretos, retos e sem sonhos.
Por muito tempo na minha vida, sonho era uma coisa que fazíamos à noite, enquanto dormíamos. Minha mãe, quando eu contava algum sonho-desejo para ela, erguia as mãos até a cabeça, fazendo aquele sinal de loucura e me mandava ir logo lavar o banheiro. Cresci achando que sonhos eram coisas de lunáticos, de gente maluca.
Mas alguma coisa dentro de mim insistia. E eu sofri por muitos anos achando que era só uma sonhadora. Achava que as coisas não davam certo por conta disso, eu sonhava demais! Sonhei em achar um príncipe encantado, sonhei em ter um trabalho que me desse uma renda. Com isso tudo, e uma criação repressora na cabeça, meus sonhos foram ficando cada vez menores.

Se antes eu sonhava com um marido bonito, bem sucedido e inteligente, agora se alguém me olhasse já estava bom. Se antes eu sonhava com um emprego bacana, com uma carreira que crescesse e me proporcionasse muito dinheiro e até algum poder, agora eu só queria alguma coisa, qualquer coisa, que pagasse as minhas contas. Comecei a ir pra entrevistas de emprego como se estivesse pedindo uma migalha para o entrevistador. Acho que eles até poderiam ler na minha mente “pelo amor de Deus, estou desesperada”. Se antes eu queria um corpo bonito, bem torneado e saudável, agora eu me contentava em ficar em pé para dar conta da lista interminável de tarefas que eu me coloquei. Nesta, todo, mas todo o meu entusiasmo ia por água abaixo.
E o que é o entusiasmo, a motivação, senão ter um sonho e ir atrás dele? Sim, mas ter para um sonho eu tive que limpar a cabeça de séculos de crenças negativas nos sonhos. Aprendi isso, pasmem, quando comecei a revender cosméticos.
Eu sempre amei cosméticos e maquiagem. E, trabalhando como eu já trabalho, eu nem poderia me meter a ter mais uma coisa para fazer. Mas mesmo assim me meti nessa e comecei a revender os produtos Mary Kay. Lá dentro eles têm uma coisa chamada plano de carreira. Comecei a frequentar as reuniões, mesmo que, no momento, isso não seja o meu objetivo, para me sentir mais motivada com minhas vendas, com as aulas de maquiagem e tudo mais. Melhorou a minha autoestima, melhorou a maneira como eu vejo a beleza feminina, enfim, mas isso é assunto pra outro artigo. Mas lá eles falam muito sobre sonhos. E foi aí que eu me toquei que tinha parado de sonhar.
Quando ia às reuniões, e via aquelas mulheres falando de sonhos, de realizar coisas, é como se não fosse nada daquilo para mim. Achava que era um bando de malucas, querendo só estimular as pessoas a venderem mais seus produtos e tudo mais. Simplesmente a palavra sonho não entrava na minha cabeça. Aos poucos fui me permitindo entender o que eram os meus verdadeiros sonhos. Um dia, me fiz uma pergunta: se eu pudesse ser ou ter qualquer coisa, independente de dinheiro, de influências ou de oportunidades, o que seria? E tudo veio na minha cabeça, saindo da minha alma, como se tivesse ficado aprisionado por anos. Todos aqueles desejos, que eu achava malucos, faziam um sentido incrível para mim. Não, eu não falo de ganhar na mega-sena e nem virar atriz da Globo (se bem que algumas pessoas querem isso mesmo), mas os meus sonhos, os sonhos que fazem sentido pra mim. Escrever e publicar meu livro, por exemplo. Coisas que, para muitas pessoas, são normais, mas para mim eram sonhos. E sonhos sempre ficaram lá, guardados na gaveta da alma.
Claro, sonhos também precisam da parte prática. Também precisamos estabelecer uma meta, objetivos claros, com datas precisa e ir atrás daquilo. Nunca sabemos se tudo sairá conforme o combinado, nem na data que estabelecemos, mas precisamos de um parâmetro para poder organizar os sonhos, transformá-los em metas e realiza-los. Não é tão difícil como a maioria de nós foi ensinada. Para os poderosos, não é interessante ter um povo que sonhe, porque todo mundo precisa daqueles que só querem ficar parados no mesmo lugar. Mas precisamos ir contra isso se quisermos realizar aquilo que nossa alma pede. Porque no fundo sonhos são só isso, são a tradução do que  nossa alma pede, do que é a nossa missão nesta vida.
Eu voltei a sonhar. Viajo mesmo na maionese, sem medo de ser feliz. Quero o melhor, o meu melhor, quero alçar voo, ir mais longe. Hoje eu me permito isso, me permito sonhar e voar. E  você?


  

Exposição solar com cautela


30 de jan. de 2012

Viagem a Salvador - 2012 - Parte 1

Vista do quarto 1221 - Hotel Pestana - Rio Vermelho - Salvador
Eu amo viajar! Mas sou perfeccionista até nestas horas! Gosto de curtir, de programar e fazer tudo o que eu sempre quis fazer no lugar. Na minha última viagem, para Salvador, Bahia, não poderia ser diferente. Tudo bem que não deu mesmo muito tempo de me preparar pra tudo, mas fiz como deu. E agora vou compartilhar com vocês como foi a viagem e o que vale a pena (ou não) conhecer.

Dia 1 - 29/12/11

Saindo ao Aeroporto de Guarulhos às 22:30, vôo sem atraso (incrível). Só a fila do Check in, que não tem jeito. Não conseguimos os primeiros assentos do avião porque descobrimos que pessoas fazem o check in via internet, e pegam estes melhores lugares.É ruim não ser chique e viajar sempre, né?

Nota: Fazer check in pela internet é melhor!
Farol da Barra ao fundo
Nota 2: Ver direito que horas sairá o vôo. Porque saímos de São Paulo, chegamos em Salvador mais de meia noite e na cama do hotel só depois das 3 da manhã! Cansativo. Mas o hotel é maravilhoso, o quarto é ótimo e estamos no 21 andar! A vista é perfeita!



Piscina do Hotel Pestana
Vista da pscina do Hotel
Dia 2 - 30/12/11

Dia de descansar no hotel e conhecer os arredores. Fomos ao supermercado, comprar água, porque as coisas no hotel são absurdas de caras. Já nos mandaram tomar cuidado com as bolsas (os assaltos e roubos são bem frequentes por aqui). A temperatura está uma delícia, bem quente, como eu gosto. A piscina do hotel é fantástica, claro, com uma bela vista pra o mar.


Café & Cognac - Achei este café voltando para o hotel e tomamos um belo cafezinho. O lugar é bem charmoso e servem almoço e jantar. Os preços são salgadinhos, mas pagáveis. Rua Fonte do Boi, 5 - Rio Vermelho - (71)3334-0234


Dia 03 -31/12/11

Dia de passear. Hoje tem o Salvador Praias, conhecendo um monte de praias por aqui. Passamos pelo Farol da Barra, orla marítima de Salvador, Praia de Ondina, Rio Vermelho, Amaralina, Pituba, Jardim dos Namorados, Jardim de Alah, Armação, Piatã, Plakafor (nome muito legal, que acabou ficando por conta de uma placa de propaganda da Ford que tinha no local), Itapuã (perfeita) e Flamengo. Com banho de mar e tudo. Vale a pena!

Batendo um papo com Vinícius de Moraes, na praia de Itapuã

Farol da Barra

Ondinas - Praia de Ondina (tentei comprar a estátua desta artista, mas não foi possível)

Famosa Igreja de São Lázaro, onde se toma um banho de pipoca e pede-se a cura física

Ladeira do Abaeté
Noite do Reveillon

Ceia no Hotel Pestana, com muitos doces deliciosos. E depois subimos para a cobertura, para ver a queima de fogos e dançar com DJ!

Irmã e sobrinha

Vista da Bahia da janela do quarto (chaaato)

Não parece foto de casamento??? O amor é lindo....
Dia 04 - 01/01/12

Dia de descansar no hotel, mesmo porque está tudo fechado mesmo. Ficamos na piscina, descansando e tomando um bom sol baiano.

Por do sol - um mais lindo do que o outro

Maluzinha esconde-se do sol...de maiô!

Papai e mamãe na piscininha

Isso a gente vê da piscina do hotel...chato de novo!


Dia 02/01/12

Dia de passear de novo! Hoje fomos conhecer os pontos históricos de Salvador. Vista do Porto e Ladeira da Barra, Museu Carlos Costa Pinto, Praça Dois de Julho, Teatro Castro Alves, Forte de São Pedro, Praça Piedade, Praça Castro Alves, Pelourinho, Dique do Tororô, Igreja do Bonfim, Mercado Modelo, Elevador Lacerda. Tudo é muito lindo, mas senti muito que tudo esteja abandonado. Algumas coisas ainda estão em bom estado (como o Pelourinho) mas a maioria precisaria de mais investimentos do governo e até da iniciativa privada. Salvador transpira história. É como andar dentro dos livros que eu amo (1822, 1808, enfim..rs). Mesmo assim vale demais a pena!


Mercado Modelo

Praça Castro Alves

Dique do Tororô

Igreja do Bonfim

Interior da Igreja do Bonfim

Igreja do Bonfim

Bahia 

Pelourinho

Pelourinho 

Olodum

Baiana

Elevador Lacerda e vista da Bahia de Todos os Santos


Vista do Elevador Lacerda


28 de jan. de 2012

Batom Sunny Citrus - Mary Kay


Sua fórmula de longa duração desliza pelos lábios com uma textura leve e cremosa, para um resultado impactante e duradouro, sem borrar e nem escorrer. Enriquecido com vitamina E e derivados de vitamina C, eles ajudam a proteger contra a ação dos radicais livre e dos danos causados pela exposição diária ao meio ambiente. Eles também são livre de fragrância e possuem um leve sabor de baunilha. Perfeito para usar em conjunto com o Brilho para Lábios Nourishine™ e com o Lápis Retrátil para os Lábios Mary Kay®.

Imagem do site Mary Kay

Eu comprei só um deste batom. É um batom liiiiiiiiiiiiindo, mas precisa ter personalidade para usar. Quando você pega uma corzinha então..fica divino!!!! As fotos falam por si!!!

Nas minhas fotos, que eu fiz em casa, ele ficou mais avermelhado do que ele realmente é. A foto do site é mais fiel à sua cor.



27 de jan. de 2012

Não deixe para 2013




Adiar tarefas e protelar sonhos pode ser um problema psíquico. Saiba como identificá-lo e evitá-lo

Débora Rubin

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CEDO
Desde criança, André Czarnobai faz tudo em cima da hora
Atire a primeira pedra quem nunca deixou para amanhã o que podia ser feito hoje. Ou para depois do Carnaval, para o segundo semestre, para o ano seguinte. Adiar as tarefas por minutos, as obrigações por semanas, as pendências pessoais por meses e a dieta e o exercício físico por anos é uma característica com a qual metade da humanidade se identifica. O problema é quando isso, o ato de procrastinar, se torna um ciclo vicioso e passa a trazer danos para o dia a dia. “Quem o faz de forma crônica tem seus afetos, trabalho e até a saúde prejudicados”, alerta o especialista em gestão de tempo Christian Barbosa, que está escrevendo um livro sobre o tema (que foi adiado por um bom tempo por pura falta de disposição). Saber por que se procrastina e como lidar com a enrolação para não chegar ao nível crítico é uma boa tarefa para tempos de listinhas de promessas de fim de ano. Principalmente no país do “deixa para depois”: um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental apontou que 33% dos funcionários brasileiros gastam duas horas da jornada sem fazer nada de efetivo. E 52% admitiram deixar atividades necessárias para a última hora.

E, afinal, por que é que a gente é assim? O roteirista e consultor criativo André Czarnobai, 32 anos, não sabe ao certo. Mas sabe que sempre foi enrolado. Muito antes da internet, um dos principais fatores de distração ao lado da televisão, ele já dava um jeito de fazer tudo em cima da hora. Quanto tinha 10 anos, sempre parava qualquer tarefa para ir consultar um verbete na enciclopédia. Interrompia a leitura no meio e ia fazer um desenho. Voltava para o dever de casa e, pouco depois, já estava jogando video­game, assistindo à tevê ou brincando. Mais de 20 anos depois, pouca coisa mudou. E, embora afirme que não vê nada de útil em postergar seus trabalhos, diz que, como autônomo, mesmo deixando tudo para em cima do prazo, conseguiu um equilíbrio de vida graças à procrastinação. “Se enrolasse menos, faria muito mais coisas, mas também seria bem mais estressado”, acredita. Sua maneira preferida de adiar o trabalho, diz ele, é ler e responder e-mails “de forma nababesca”.
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PILHA GRANDE
Silvia Ribeiro costuma adiar as tarefas domésticas
A psicóloga Camila Martiny, do Laboratório de Respiração e Pânico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta três típicos perfis de enrolador: o otimista, o impulsivo e o perfeccionista. O primeiro sempre acha que vai dar tempo de fazer tudo. E tende a se desesperar no final. O segundo só quer o prazer imediato e, por isso, deixa toda atividade chata para depois. E o último é aquele que nunca acha que o momento é o ideal para fazer a tarefa porque quer fazê-la com calma e da melhor maneira possível. Silvia Lira Ribeiro, 21 anos, se reconhece no último tipo. Ao contrário de Czarnobai, ela não deixa nada do trabalho para depois. Em compensação, as tarefas domésticas e os deveres da faculdade ficam sempre por último. “Gosto da casa muito limpa, quero fazer tudo com muito cuidado, aí acabo não fazendo nada”, lamenta-se a estudante de psicologia e atendente de telemarketing. É tanta roupa para passar, louça para lavar e banheiro para limpar que ela fica perdida e nem sabe por onde começar. E a casa vai ficando suja. A mesma coisa acontece com a faculdade. “Quero aprender tudo, ler cada texto e livro, mas me distraio fácil demais e nunca leio nada.”

Segundo Barbosa, falta de energia e, pasmem, medo do sucesso podem ser dois motivos ocultos no ato de adiar tarefas. Comer mal e levar uma vida sedentária tiram o ânimo para se empenhar nas atividades cotidianas. “Quem pratica mais esportes faz mais coisas e sempre no prazo”, diz o especialista, que entrevistou mais de seis mil pessoas para escrever seu livro. Já o medo do sucesso tem a ver com projetos grandiosos, com os sonhos. Barbosa cita como exemplo uma pessoa que quer montar uma empresa ou escrever um livro, mas que morre de preguiça só de pensar na trabalheira que vai dar, caso a ideia vingue.

Para uma minoria, postergar tarefas pode estar ocultando algo mais grave. Segundo Camila, quem nunca consegue cumprir prazos e está sempre atrasado em tudo pode ter alguma doença psíquica séria como depressão e transtorno de ansiedade. “Nesse caso, a ajuda de um profissional da saúde se faz urgente”, diz ela. Para os demais casos, incluindo Silvia e Czarnobai, pequenas atitudes já ajudam a organizar a rotina (leia quadro). A começar por levar mais a sério a listinha de promessas para 2012.